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Caso Henry: ex-namoradas de Dr. Jairinho são ouvidas pela polícia

Ex do vereador acusou o político de ter agredido a filha dela anos atrás. Advogado de defesa afirmou que não teve acesso ao depoimento da mulher.

Mais testemunhas prestaram depoimento entre a noite de segunda-feira (22) e esta terça-feira (23) sobre o caso do menino Henry Borel, de 4 anos, que morreu no último dia 8. Uma das pessoas ouvidas, uma ex-namorada do vereador Dr. Jairinho, acusou o político de ter agredido a filha dela anos atrás.

Segundo essa mulher, que não teve a identidade revelada, a filha – hoje adolescente – foi agredida por Dr. Jairinho quando era menor. Além dela, uma outra mulher que disse ter tido uma relação com Jairinho também prestou depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), na Zona Oeste do Rio.

O advogado de defesa do casal Dr. Jairinho e Monique Medeiros – mãe de Henry – disse que não teve acesso ao depoimento e afirmou que quem trouxe a “suposta testemunha” foi Leniel Jr., pai da criança.

“Informação que eu tenho que quem trouxe essa suposta testemunha foi o pai, Leniel, motivado a construir motivos contra a mãe. (…) Ele não consegue aceitar que o casamento chegou ao fim. As apurações aqui são sérias para fazer declarações infundadas”, disse o advogado André França Barreto.
Em 2014, a ex-mulher de Jairinho, Ana Carolina Ferreira Neto, registrou ocorrência afirmando que sempre foi vítima de violência do vereador e que, certa vez, ele tentou enforcá-la. Procurada agora pelo RJ2, ela negou que tenha registrado o caso na polícia.

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que o inquérito que investigava a conduta do vereador foi arquivado porque, na época, a vítima não formalizou uma representação contra o parlamentar.

Divergência em versões

Também foi ouvida a mulher que limpou, no dia 8 de março, o apartamento onde moram o vereador e a professora Monique. Segundo o casal, naquela madrugada Henry foi encontrado no chão, com os olhos revirados e sem respirar. A criança já chegou morta ao hospital.

A investigação sobre o caso foi aberta depois que o laudo apontou hemorragia interna, laceração e outras lesões no corpo e na cabeça da criança.

Em depoimento, Monique disse que a funcionária, chamada Rosângela, limpou o quarto naquele dia sem saber que Henry tinha morrido. A perícia, feita logo depois, ficou comprometida por conta da faxina. Jairinho contou uma versão diferente sobre a empregada.

Segundo ele, naquele dia, por volta das 10h, quando voltou ao apartamento, viu Monique conversando com Rosângela e uma assessora chamada Cristiane sobre o que tinha acontecido. A própria empregada disse ao RJ2 que não soube da morte de Henry no dia da faxina.

“Se ela falou pra empregada ou se ela não falou, ela falou que não falou, e o Jairinho disse que falou, em nada disso isso muda a dinâmica dos fatos”, afirmou o advogado de defesa do casal (G1).

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