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PM que ameaçou colega com pistola se arrepende diz ter tido “surto” após bronca

O policial militar que ameaçou um colega com uma arma no centro de São Paulo, no início deste mês de dezembro, diz ter problemas psicológicos e afirma que surtou após bronca por atrasar ao retornar do almoço, de acordo com depoimento dado em interrogatório, depois de ser preso.

Nascimento afirmou que “vinha sendo acompanhado por uma unidade Naps (Núcleo de Atenção Psicossocial) desde que teria pedido ajuda ao comandante da companhia. O oficial, de acordo com ele, tinha conhecimento do quadro”, disse em depoimento.

“Solicitei acompanhamento por causa dos problemas familiares e financeiros e, junto com meu CGP [comandante de patrulha] solicitei apoio para uma ajuda com um psicólogo na Polícia Militar”, disse.

O policial disse ainda que se atrasou para render o colega, o cabo Márcio Simão de Oliveira Matias, já que, enquanto caminhava em direção ao local, foi chamado por populares para atender uma pessoa que passava mal. Esse, segundo ele, teria sido o motivo pelo qual atrasou por 25 minutos. Nascimento conta que, ao chegar, começou a levar uma bronca do colega, um superior hierárquico. “O cabo Simão me chamou de lado da via e falou: ‘É justo você passar 25 minutos do horário combinado e eu ter que fazer a refeição em 30 minutos?”, disse.

Nascimento foi denunciado pela Promotoria pelos crimes de ameaça e desrespeito ao superior diante de outro militar. A denúncia foi acatada no último dia 14 pelo juiz Ronaldo João Roth, da 1ª Auditoria Militar, que deve agendar as oitivas dos envolvidos em 2021. Para juízes do TJM (Tribunal de Justiça Militar) de São Paulo, as ações praticadas por Nascimento são grave e dificilmente ele vai ficar sem punição. O policial também pode ser expulso da corporação em processo administrativo, mesmo que seja absolvido pelo TJM.(A Tarde

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