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Açúcar na infância: por que evitá-lo até os 2 anos de idade

Para que bebês e crianças tenham um bom desenvolvimento, é fundamental tomar certos cuidados com a alimentação. O consumo de açúcar, por exemplo, deve ser evitado ao máximo na infância e, de acordo com o Ministério da Saúde, é até mesmo proibido para bebês de até 2 anos. Para entender melhor o assunto, nós conversamos com a nutricionista Luciana Novaes, especialista em Saúde Materna e Infantil, que falou mais sobre os riscos do consumo do açúcar na infância. Confira!

Por que é importante evitar açúcar até os 2 anos de idade?

De acordo com a nutricionista Luciana Novaes, evitar açúcares (tanto o refinado quanto o demerara ou o mascavo) na dieta de bebês de até dois anos é fundamental para prevenir problemas de desenvolvimento e também auxiliar no processo de introdução alimentar.

“Não oferecemos açúcar para menores de 2 anos por ser, antes de qualquer coisa, uma recomendação oficial do Ministério da Saúde, estando presente no novo Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 Anos. Essa recomendação engloba todos os tipos de açúcar. Porque nós nascemos com o paladar mais puxado para sabores doces e, por volta de 3 anos, a criança costuma apresentar uma recusa normal para alimentos como verduras e legumes, de sabor mais amargo. Se a criança não for estimulada ao consumo de doces até os 2 anos de idade, a chance de essa recusa ocorrer diminui bastante. E é exatamente nessa faixa etária que a preferência alimentar se firma”, explica a especialista.

“Outra questão é que o consumo de alimentos ricos em açúcar prejudica a ingestão de alimentos de melhor qualidade nutricional, comprometendo o apetite e na grande maioria das vezes oferecendo calorias vazias, onde não há a presença de vitaminas e minerais. Além de estimular um consumo maior de receitas com muitas calorias e contribuir para o ganho de peso excessivo”, complementa Luciana.
Quais são os melhores doces para oferecer na infância?

Quando se trata de oferecer doces para bebês ou crianças, o mais indicado é sempre se ater às frutas e alimentos naturais. De acordo com a nutricionista, existem opções para diversificar a dieta dos pequenos sem precisar incluir açúcares industrializados. “Frutas e preparações que levem frutas sem a adição de açúcar extra podem ser oferecidas a bebês e crianças pequenas. A própria fruta possui um açúcar, chamado frutose, que serve para garantir o sabor adocicado de papinhas, bolos e mousses – receitas que agradam bastante o paladar dos pequenos”, sugere Luciana.
Evite oferecer açúcar para as crianças mesmo após os 2 anos de idade

Durante toda a infância (e até mesmo pelo resto da vida), o ideal é evitar ao máximo açúcares industrializados. Por isso, inclusive, a nutricionista recomenda oferecer poucos doces (principalmente os feitos com açúcar refinado) para crianças, mesmo após os dois anos de idade.

“Após os 2 anos, a criança poderá comer como qualquer pessoa, desde que essa alimentação seja saudável. O consumo de açúcar de adição (aquele que acrescentamos nas preparações) deve ser o mínimo possível. O açúcar branco, refinado, deve ser evitado ao máximo. Vale destacar, ainda assim, que existem opções melhores, apesar de o valor calórico não mudar. Alguns tipos de açúcares, por estarem mais próximos do natural, possuem vitaminas e minerais, como o mascavo e o melado. Também podem ser usados o açúcar demerara, que ainda não passou pelo refinamento completo, ou o açúcar de coco, que não eleva a glicose no sangue”, finaliza a nutricionista. (Conquiste sua Vida )

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