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Médicos e especialistas chamam atenção para zumbido nos ouvidos

Durante todo esse mês é realizado por médicos e especialistas a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido, em virtude do Novembro Laranja, que tem como objetivo chamar a atenção da população para possíveis barulhos, chiados ou ruídos, recorrente da Tinnitus.

A doença surge por meio dos ouvidos, afetando na rotina e na qualidade de vida, interferindo assim na capacidade de concentração das pessoas. Esse ano, em especial, o alerta está sendo direcionado ao aumento da doença durante a pandemia, visto que, um dos fatores que o justifica é o uso abusivo dos fones, que cresceu junto com avanço do ambiente virtual.

“Ela é multifatorial e pode ter diversas causas, desde uma simples cera no ouvido ou uma inflamação no tímpano, até tumores no ouvido e labirintites, labirintopatias. E uma série de fatores pode causar isso, tanto em fatores do ouvido, como também, fatores fora do ouvido, como uma hérnia cervical, uma alteração em ATM (Articulação Têmporo-mandibular), pacientes que tenham problemas de depressão, ou que fazem o uso de medicações. Então, uma serie de fatores pode favorecer. O principal fator é a perda auditiva”, descreve a otorrinolaringologista Loren Britto, do Itaigara Memorial.


“E depende de cada pessoa. Uma ou outra pode começar com uma dor intensa. Na maioria das vezes, aparece como um som baixo, pouco perceptível, podendo ser unilateral ou bilateral. Às vezes, as pessoas nem percebe em qual ouvido é, não sabe qual lugar é. Uns acham que é no centro cabeça. Logo, pode se manifestar de diversas formas, podendo ser de várias formas, desde um som intermitente, que vai e volta, até outro mais intenso. Pode se tornar constante, e o som varia”, continua a médica.

Os sons podem ser identificados como semelhantes ao grilo, ao apito, ao chiado, as cachoeiras e até de motor elétrico. O acompanhamento médico para o alívio dos sintomas é essencial, sendo que, cada pessoa pode reagir à doença de uma forma diferente, por isso, deve ser avaliada separadamente.

O administrador, Leonardo Sousa, 44, do bairro da Federação, convive com o zumbido no ouvido há quatro anos decorrente de uma cirurgia não sucedida de fechamento dos tímpanos, que havia sido perfurado meses antes do procedimento. Ele precisou mudar alguns hábitos e se atentar aos principais cuidados da doença, não sendo nada muito radical em sua rotina, já que desde pequeno dava uma atenção aos problemas auditivos por possui um problema crônico na audição. Hoje em dia, faz uso contínuo de aparelhos para poder escutar.

Segundo Leonardo, durante o dia o zumbido atrapalha um pouco a sua rotina pessoal e profissional dependendo do estado emocional e/ou do nível de estresse que esteja no momento. Dentre as restrições exigidas, foi impedido de realizar quaisquer atividades relacionadas ao mar – como o mergulho, por exemplo. “É uma coisa que eu convivo 24 horas. Já até me acostumei”, ressalta.

Leonardo descobriu a doença em estágio inicial e buscou logo tratamentos para cuidá-lo. Contudo, há pessoas que não percebem o ruído, não dão importância, não se previne ou não procuram um profissional de imediato, e consequentemente, acaba por agravar ainda mais a situação, podendo levar a perda total da audição. Caso a perda auditiva seja diagnosticada, o paciente pode ser indicado o uso de aparelho amplificador com algumas adaptações.

Nos demais casos é recomendado análises dos possíveis gatilhos que fazem disparar o zumbido, como o consumo de alguns alimentos, por exemplo. Dentre os principais cuidados: evitar o uso de carboidratos, de açúcar, de cafeína em excessos e praticar atividades físicas constantemente.

Seja em uma reunião em home office, assistindo lives, participando de encontros virtuais ou ouvindo músicas por meio dos fones, é necessário ficar atentos para as principais medidas de prevenções auditivas. O recomendável é que o volume máximo esteja em 85 decibéis e, se possível, não passar mais de quatro horas com ele nos ouvidos. Caso fiquem mais tempo do que o estabelecido, a sugestão é que haja intervalos de tempo a cada uma hora.

“Essa campanha está tendo cada vez mais abrangência para conscientizar sobre um sintoma que muitas das vezes passa até despercebido, considerado como uma coisa irrelevante e, mas que pode se tornar algo muito mais grave”, conclui a otorrinolaringologista.

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