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Trombose é um dos efeitos colaterais do coronavírus; especialista explica

A formação de pequenos coágulos em pacientes curados do novo coronavírus é um dos efeitos colaterais do novo coronavírus. O risco de desenvolvimento da trombose consta em estudos desenvolvidos por pesquisadores da Europa e dos Estados Unidos.

De acordo com o médico angiologista e cirurgião vascular do Núcleo de Angiologia e Cirurgia Endovascular da Bahia, Leonardo Cortizo, esses coágulos podem ocasionar a interrupção do fluxo de sangue nos vasos sanguíneos, veias e artérias.

“O Covid-19 atua no sistema de coagulação das pessoas infectadas, ocorrendo um direcionamento da coagulação para a formação de trombos, seja nos vasos pulmonares ou nos vasos periféricos”, explica.

O risco é maior para os 20% de pacientes que evoluem para uma fase mais grave da Covid-19 e que precisam de Terapia Intensiva. O médico alerta que esses coágulos podem se soltar e migrar para os pulmões. Dependendo do tamanho, a circulação de sangue no órgão pode ser interrompida, o que incorreria em embolia pulmonar.

“O vírus tem um estímulo inflamatório que vai desviar a cascata da coagulação, no sentido de formar uma maior quantidade de trombos. Além disso, há uma ação importante no endotélio do vaso – parede interna – e pode causar lesão, aumentando a inflação, mecanismo que pode causar coágulo”, acrescenta.

De acordo com Cortizo, ainda estão em estudo condutas que podem contornar esse efeito colateral. No entanto, em pacientes mais graves de coronavírus tem sido indicado a profilaxia para trombose e embolia pulmonar, com dose mais baixa de anticoagulante como prevenção.

Por outro lado, alguns estudos apontam os benefícios do uso de uma dose maior de anticoagulante como tratamento. No entanto, essa dosagem ainda está sendo debatida e não pode ser adotada como protocolo de tratamento. (Bahia.ba)

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