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Feira de Santana: Polícia Civil recupera carga roubada com cerca de 18 toneladas de alimentos

Policiais da Decarga de Feira de Santana estouraram um depósito com uma carga de alimentos roubada, avaliada em 120 mil reais. Segundo o delegado Gustavo Coutinho, são cerca de 18 toneladas em alimentos. O depósito clandestino funcionava na Rua Mercúrio, bairro Jardim Acácia.

A carga era composta de cestas básicas, com alimentos como farinha, sal, café, óleo de soja, macarrão, flocos de milho, açúcar e feijão. O delegado informou ao Acorda Cidade que a carga tinha destino a cidade de Recife (PE) e que no caminho o motorista desviou.

“O proprietário da carga registrou a queixa na Decarga e a partir daí os investigadores começaram a pegar pistas sobre o paradeiro dessa mercadoria. Acabamos encontrando esse galpão com cerca de 18 toneladas de cestas básicas. Encontramos três cômodos lotados e estavam desembalando do plástico original e já colocando em outra embalagem para comercializar na própria cidade”, informou.

De acordo com o delegado, o proprietário do depósito, conhecido como Alex, conseguiu fugir, assim como uma funcionária, que estava embalando os alimentos no momento em que a polícia chegou. Ele destaca que a polícia já tem o nome de todos os envolvidos e que vai instaurar um inquérito para que todos respondam pelos crimes.

“O proprietário do galpão adquiriu esses produtos por um valor bem inferior, cerca de 20 mil, e esse dinheiro foi repassado para o motorista que também está envolvido com a quadrilha especializada em desvio e receptação de carga roubada. O proprietário já foi informado e está se deslocando com o caminhão para pegar a carga. Vamos investigar sobre o receptador para saber o paradeiro dessa mercadoria. Já temos as identificações e vamos instaurar inquérito e todos eles vão responder por receptação qualificada”, informou.

O gerente da empresa Dular, que não quis ser identificado, disse ao Acorda Cidade que a carga foi desviada no dia 7 e não chegou ao destino. Diante da demora, a empresa resolveu comunicar a polícia.

“A gente não sabia o que tinha acontecido e o resultado foi esse. Diante da crise que o país enfrenta os alimentos são fácies de serem vendidos, como nossa cesta é padronizada, eles estavam fazendo o desmanche dos produtos para confeccionar da forma deles”, afirmou.

As informações são do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade.

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