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Mesmo com expulsão de Messi, Argentina vence Chile e fica em terceiro

A grande atração da disputa de terceiro lugar da Copa América tinha nome e sobrenome: Lionel Messi. Mesmo antes da bola rolar, ficou claro que o atacante do Barcelona seria o foco das atenções dos mais de 41.573 torcedores que foram para a Arena Corinthians. O camisa 10 e capitão da Argentina foi ovacionado quando entrou para o aquecimento e a torcida comemorou até mesmo os dois gols que marcou durante o aquecimento.

O torcedor brasileiro torcida contra o Chile e a Argentina, mas a favor de Messi: vibrava com os dribles e pressionava quando ele sofria faltas. Messi correspondeu em campo, com uma assistência logo aos 11 minutos para Aguero abrir o placar para a Argentina após Messi cobrar rapidamente uma falta no meio-campo.

Dez minutos depois, foi a vez de Dybala aumentar o placar. O atacante de 25 anos, uma das principais promessas do futebol argentino, tinha jogado menos que 30 minutos na Copa América após ser preterido pelo técnico Lionel Scaloni. Ele foi a principal válvula da escape do time argentino pelo lado direito e, apesar de já ter declarado que era difícil jogar ao lado de Messi (porque atuam na mesma posição), conseguiram se entender bem.

Tanto que foi entre os dois uma das jogadas mais bonitas da partida, quando o camisa 10 encontrou Dybala sozinho na área. O atacante finalizou com um bonito voleio mas a bola não foi em direção ao gol.

A boa atuação de Messi e da Argentina, no entanto, foi interrompida aos 36 minutos. Em uma jogada sem perigo na linha de fundo, o capitão se envolveu em uma confusão com o zagueiro chileno Gary Medel. Os dois trocaram encontrões e o árbitro resolveu expulsar ambos.

Com isso, o árbitro paraguaio Mario Diaz Vivar, o mais jovem da Copa América, tornou-se o inimigo número 1 do torcedor: foi xingando o restante do jogador. Mesmo expulso, Messi deixou o campo aplaudido pela torcida, que gritou seu nome em uníssono para demonstrar sua irritação com o cartão vermelho.

Dentro de campo, nem mesmo Messi compreendeu a rigidez do árbitro e demorou a sair de campo. Alguns torcedores chegaram, até mesmo, a deixar o estádio. A maioria, preferiu, expressar sua revolta durante o segundo tempo.

Sem Messi, a Argentina continuou melhor e criou as melhores chances de gol com Aguero e Dybala. Mas, novamente, o árbitro apareceu.

Aos 10 minutos, o árbitro reviu uma jogada entre o meia Lo Celso e Aránguiz. Ele não viu falta inicialmente mas o árbitro de vídeo chamou Mario Vivar que assinalou pênalti para o Chile e convertido por Vidal. Mas nem o gol chileno conseguiu reanimar a partida. Com bons toques no campo de ataque, a Argentina conseguiu controlar o resultado e o jogo.

Apesar de pouco relevante, a disputa de terceiro lugar ressaltou os dois estágios das duas seleções: uma Argentina que evoluiu durante a competição deixa o Brasil com boas revelações e um esboço de time que mescla a qualidade de jovens jogadores como Lo Celso, De Paul, Dybala e Lautaro Martinez com a experiência de Messi e Aguero.

Já o Chile vê sua geração mais vencedora lentamente perder a intensidade que a caracterizou nos títulos de 2015 e 2016. O grupo, que já ficou de fora da Copa do Mundo de 2018 terá um desafio mais duro ainda nas Eliminatórias com o envelhecimento de seus principais jogadores ao passo que há poucos nomes novos no grupo, com exceção do volante Erick Pulgar e do zagueiro Guillermo Maripán, nem um deles no nível de Vidal e companhia.

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