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Wagner e Coronel justificam voto contra MP de combate a fraude no INSS

Os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) justificaram, por meio do Twitter, o voto contrário à Medida Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro que busca coibir fraudes nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O texto aprovado estabelece um programa de revisão dos benefícios com indícios de irregularidades e autoriza o pagamento de um bônus para os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para cada processo analisado fora do horário de trabalho.

A proposta ainda que determina que o cadastro do trabalhador rural seja feito pelo governo, e não mais pelos sindicatos, como é feito hoje.

Wagner postou que iria acompanhar a posição do PT no Senado, porque a medida seria uma ataque a entidades sindicais.

“Nós do PT no Senado votaremos contra porque não há democracia no mundo que exista sem organização social. E há uma obsessão do governo em atacar as entidades sindicais. Somos contra porque é muito melhor ter uma sociedade organizada do que não saber com quem negociar. Aí é balbúrdia”, publicou o petista.

Já Coronel afirmou que a MP “nada mais é do que uma forma encontrada pelo governo para antecipar a reforma da Previdência em prejuízo dos mais necessitados”.

“É correto combater possíveis fraudes, mas inaceitável iniciar a reforma da Previdência pela MP prejudicando a parte mais fraca. Os que serão mais atingidos são beneficiários do BPC e trabalhadores rurais. Quem conhece um processo de aposentadoria rural, no papel, é bem diferente”, afirmou o senador do PSD.

Ele diz que a medida provisória vai retirar a certificação dos sindicatos. “É o mesmo que deixar o pobre trabalhador, que não sabe se movimentar, sem receber o benefício. Difícil aceitar, pois conheço a realidade do Nordeste”, continuou ele, no Twitter.

Coronel também criticou a demora para que a MP chegasse ao Senado, depois de a Câmara demorar para deliberar sobre a matéria. “Pra mim chega desse rótulo de casa carimbadora”, argumentou. 

“Votei contra a #MP871 pq não podemos continuar a votar as MPs no afogadilho e também porque sei da importância de sindicatos no auxílio ao homem do campo na hora de pedir aposentadoria. Trocar sindicatos por prefeituras não resolve. Mas espero que o governo esteja certo e combata fraudes”, concluiu. (Metro1)

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