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Estelionatários usam o novo ‘golpe do rezador’ para lesar idosos

Um golpe que tem se tornado cada vez mais comum nos registros das delegacias de Salvador é o “golpe do rezador”. Segundo a Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso, nos Barris, pessoas idosas têm sido vítimas cada vez mais frequentes de golpes praticados por aproveitadores. 

O “golpe do rezador” começa quando o fraudador aborda a vítima ao sair de uma agência bancária, fala com ela como se já a conhecesse e faz perguntas referente aos familiares. Ao se informar de possíveis problemas pessoais e de saúde com o cliente, o fraudador oferece uma oração para que a pessoa se livre desse problema.

Ao usar todas as maneiras para convencer a vítima, ela é conduzida até um outro local, até mesmo dentro de um carro, para que o fraudador faça uma suposta oração pela pessoa. Em troca, ele pede o cartão do banco da vítima, faz uma troca, enrola-o em um envelope e fala que isso faz parte do processo da reza. “Diz que a pessoa só pode abrir o pacote depois de sete dias, isso para que a reza tenha efeito, mas na verdade tudo não passa de uma fraude”, explicou a delegada titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso, Laura Argôllo. 

De acordo com a delegada, as queixas têm sido frequentes. Ela ressalta que golpes por telefone e em frente às agências bancárias são comuns e que os idosos precisam estar sempre atentos. A delegada ainda alerta que é necessário que pessoas de mais idade vão à agência com familiar de confiança, além disso, ao sacar o dinheiro, guarde imediatamente e recuse ajuda de qualquer pessoa estranha. “Os estelionatários têm boa lábia e qualquer um pode cair na conversa. Por isso, oriento: não ofereça seus dados bancários a ninguém”, recomenda a delegada. 

A aposentada Maria Augusta Santos, 77 anos, esteve ontem na Casa do Aposentado, no bairro Nazaré, para pedir ajuda jurídica oferecida pela instituição e conseguir alguma orientação sobre como agir, já que está sendo vítima de golpe desde 2016. Ela explica que espontaneamente começaram a chegar faturas de cartão de crédito no seu nome. Ela conta que já foi abordada na frente de um banco, mas esclarece que não se lembra de ter passado a senha para ninguém e muito menos de ter feito cartão com essa funcionalidade. 

“As faturas foram chegando e eu não estava entendendo nada. Quando eu fui no banco pagar, o gerente disse que eu não precisava pagar uma conta que não fiz. Ele me orientou a dar queixa”, explica a aposentada, acrescentando que está com o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

É preciso estar atento a esse novo tipo de fraude, recomendam as autoridades policiais. No caso de se tornar vítima de golpe, é preciso ir à delegacia mais próxima e registrar um boletim de ocorrência. Os idosos podem ligar para a delegacia especializada por meio do (71) 3117-6080. É necessário ir imediatamente à agência para fazer o bloqueio do cartão. (A Tarde)

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