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Confira 12 coisas que mulheres não fazem por medo de sofrer violência

Ofender, agredir, estuprar e até matar uma mulher apenas pela condição dela: ser mulher. O nome dado a esse conjunto de pequenas ou grandes violências se chama feminicídio e o Brasil, infelizmente, está em posição de destaque entre os países com maiores índices de violência e morte de mulheres. Fomentando essas tristes estatísticas estão os altos níveis de tolerância de instituições, leis e da sociedade em geral que, não raro, acaba culpando a vítima como justificativa para a violência sofrida. A maior prova disso é um recente levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para mensurar a tolerância social à violência contra as mulheres que apontou que uma parcela significativa (26%) dos entrevistados concordava com a afirmação “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”. Parece inacreditável nos dias de hoje, não? Mas não é. E o preço de viver em um mundo no qual as mulheres são vítimas até mesmo de quem deveria protegê-las - na maioria dos casos o agressor/assassino é o parceiro ou algum familiar - é a cultura do medo e do silêncio. Somos ensinadas a temer a evitar situações e lugares que possam gerar algum tipo de violência, e a calar e não reagir sempre que somos vítimas de agressões, sejam elas verbais ou físicas. Veja a seguir algumas experiências que as mulheres deixam de ter simplesmente porque têm medo de serem vítimas de violência: 

-- Usar roupas curtas, justas, decotadas ou com transparências.

-- Sair para beber sozinha.

-- Responder a uma ofensa sexista na rua.-- Sair para dançar sozinha.

-- Ficar sozinha na festa depois que as (os) amigas (os) vão embora.

-- Deixar o drinque sozinho na mesa para ir rapidinho ao banheiro.

-- Correr ou andar de bike à noite.

-- Conversar com estranhos.

-- Dirigir o carro com as janelas abertas.

-- Andar desacompanhada na rua à noite.

-- Pegar carona.

-- Viajar sozinha.

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