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Haddad chama bispo Edir Macedo de “charlatão”

Decidido a se aproximar do eleitorado mais religioso, o candidato Fernando Haddad (PT) fez diversas mudanças na sua estratégia de campanha para o segundo turno. Uma das principais é tentar se mostrar alinhado com as pautas caras a católicos e evangélicos. Além de ter eliminado as menções a Lula no logotipo e nos programas de televisão, Haddad deverá tocar em pautas identificadas como o eleitorado evangélico. Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo explica que o petista o tentará se desvincular da imagem de criador do “kit gay” quando era Ministro da Educação. O governador reeleito da Bahia Rui Costa (PT), um dos principais auxiliares da campanha de Haddad explica que a estratégia é dizer que são boatos que ele “implantará o kit-gay (cartilha sobre orientação de gênero) para crianças nas escolas”. Costa disse também que o substituto de Lula na corrida presidencial usará o espaço na TV aberta para reafirmar valores da família, frisando que é casado com a mesma mulher há 30 anos. A campanha do candidato do PT passou os últimos dias ligando para lideranças das Igrejas Batistas e da Assembleia de Deus em busca de apoio. A decisão mostra uma mudança de postura do candidato, que em 2012 declarou não pedir apoio para pastores por considerar “incompatível”. A entrevista dada por Fernando Haddad na saída de uma missa em São Paulo nesta sexta-feira (12) pode azedar seus planos de ser melhor visto pelos evangélicos.

Na tentativa de desqualificar seu adversário Jair Bolsonaro (PSL), o ex-prefeito paulista também atacou o economista Paulo Guedes e o bispo Edir Macedo, um aberto apoiador do capitão reformado. “Bolsonaro é o casamento do neoliberalismo desalmado representado pelo Paulo Guedes, que corta diretos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo… Sabe o que está por trás dessa aliança? Fome de dinheiro, só isso”, disparou Haddad. O termo “fundamentalismo” é corriqueiramente usado pela esquerda para referir-se aos que defendem a crença na interpretação literal das Escrituras como elemento fundamental à vida e à doutrina cristãs. O adjetivo serve para definir basicamente todos os grupos evangélicos conservadores que se opõem, por exemplo, à ideologia de gênero.

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