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4 dúvidas sobre as cólicas do bebê solucionadas

Elas normalmente aparecem após a segunda semana de vida do bebê, causam desconforto e dores na região abdominal e podem durar até o terceiro mês. Sim, estamos falando das temidas cólicas! Apesar de ainda não existir um motivo exato para o surgimento do problema, sabe-se que ele está relacionado com a imaturidade do sistema digestivo dos pequenos. Diante de tanto choro, os pais costumam ficar aflitos e buscam diversas maneiras para amenizar os incômodos dos filhos – algumas até que não são mais recomendadas pelos pediatras. Para ajudar , conversamos com especialistas, que esclarecem as perguntas mais frequentes sobre o assunto. Confira!

1. Quais sinais indicam que o bebê está com cólicas

Os pais de primeira viagem sempre se questionam como saber se a queixa do filhote realmente tem a ver com incômodos abdominais. “Choro intenso, encolhimento das perninhas e eliminação de gases durante o choro são os sinais mais comuns de cólica”, revela Talita Magalhães, enfermeira supervisora da UTI Neonatal do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, de São Paulo. A pediatra e homeopata da Clínica de Especialidades Integrada, Silvana Matoso, chama a atenção dos pais para outros fatores: “Geralmente, as cólicas se iniciam após quinze dias de vida e acontecem pelo menos uma vez ao dia, quase sempre no mesmo horário. Entretanto, o final da tarde e à noite são os períodos mais críticos”, explica.

2. Qualquer bebê pode ter o problema?

Segundo a enfermeira Talita Magalhães, ainda não se sabe ao certo por quais motivos alguns pequenos são mais suscetíveis a sentir tais desconfortos, que acometem tanto crianças que foram amamentadas no peito quanto as que tomaram mamadeira. “As fórmulas lácteas são feitas a partir da proteína do leite de vaca e, apesar de elas serem modificadas para parecer com o leite materno, serão digeridas com mais dificuldade – o que pode levar ao surgimento das cólicas”, esclarece a pediatra Silvana Matoso.

3. Os hábitos da mulher durante a gestação podem influenciar posteriormente nas cólicas do filho?

Essa é uma questão controversa, que divide opiniões dos especialistas. No entanto, para a enfermeira Talita Magalhães, essa relação existe, sim. “O consumo de alguns alimentos durante a gravidez – geralmente os que provocam gases como leite, chocolate, brócolis, couve-flor, cebola, feijão, entre outros – podem predispor o bebê a ter cólicas”, afirma.

4. A alimentação da lactante também está relacionada com o surgimento das cólicas?

Muito se fala sobre a influência que existe entre os alimentos que a mãe consome com os desconfortos que os bebês sentem nos primeiros meses de vida. “Não há nada comprovado cientificamente, mas acredito que é prudente evitar café, chocolate, pimenta e alho em excesso quando a mulher estiver amamentando. Isso porque esses alimentos contêm substâncias estimulantes, que podem passar para o leite e deixar a criança irritada”, explica Susana Matoso, pediatra de São Paulo. Para que o aleitamento materno seja bem sucedido, é importante que a mãe beba muito líquido, esteja calma e tenha uma alimentação saudável. A médica também sugere que as lactantes fujam das comidas industrializadas, que possuem corantes e conservantes. (Bebes.Abril)

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