Empoderamento feminino, o que é?

Empoderamento. Que palavra feia, não é? Ela vem do inglês, é o substantivo do verbo “empower”, sua origem remonta meados do século 17, e o significado é dar poder ou autoridade; autorizar por meios legais ou oficiais; permitir ou habilitar alguém a fazer algo (Thesaurus Dictionary). Com o correr dos anos, o termo “empowerment” passou a ser empregado na área de Administração de Empresas, como uma prática de gestão em que são partilhados informações, recompensas e poder com os empregados, permitindo assim que eles tenham iniciativa e tomem decisões para resolver problemas e aprimorar o serviço e desempenho (Business Dictionary, tradução livre). Já a expressão “empoderamento feminino” ou “women’s empowerment”, em inglês, manteve o sentido de dar poder ou autoridade, mas mais especificamente de fortalecimento das mulheres ou do gênero feminino (considerando-se que sexo é a estrutura biológica e gênero é o papel social que se desempenha), especialmente com o sentido de que tenham efetiva participação econômica e política na sociedade e contribuam para o desenvolvimento sustentável. A ideia geral é boa e bonita, mas o que vem sendo observado é uma grande confusão ou mesmo subversão do conceito para uma simples manipulação das mulheres pelo mercado de consumo. Afinal, se você tem 50 tipos diferentes de xampu à venda para escolher, você tem “poder de escolha” de qual xampu vai comprar, certo? Ou marcas de roupas, bijuterias, cosméticos, calçados, biscoitos, chocolates, óleos, automóveis… Mas não é disso que se trata o empoderamento feminino de fato! O verdadeiro empoderamento feminino está no conhecimento e na autonomia socioeconômica que as mulheres podem alcançar e desenvolver, pois, assim, obtemos, de fato, o poder de escolha, decisão e influência, não só de compra e consumo, mas de direcionamento das nossas vidas e das famílias que formamos ou às quais pertencemos. Dessa forma, temos poder para escolher consciente e racionalmente nossos companheiros ou companheiras, nossos representantes políticos, nossas profissões e carreiras, a educação formal e informal que daremos aos nossos filhos, e com isso contribuir construtivamente para a sociedade em que vivemos. Assim, fica mais fácil entender o que precisamos fazer. Sob o ponto de vista individual, cada uma de nós precisa estudar e aprender incessantemente, e aplicar esse conhecimento trabalhando com dedicação e eficiência para produzir resultados positivos, seja para nossa própria empresa, seja para aquela em que trabalhamos. Como agentes de influência e mudança na coletividade, nossa missão é “proporcionar relacionamento, integração, conhecimento e ferramentas para as mulheres se desenvolverem, no âmbito profissional e pessoal e alcançarem o máximo de seu potencial realizador”. Sob ambos os aspectos, estaremos, também, transmitindo bons valores para as gerações mais novas. Isso é empoderamento feminino: é tomarmos para nós a responsabilidade de criarmos e desenvolvermos nosso próprio poder e autoridade, nos habilitarmos para assumirmos esse poder, e a partir daí podermos estender a mão para as mulheres que não estão conseguindo iniciar esse caminho sozinhas. Cada uma a seu tempo, cada uma do seu jeito, com os grupos e movimentos com os quais mais nos identificamos, sentimos afinidade de propósitos e de modo de ser. O importante é irmos todas na mesma direção. (Verbo Mulher)

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