Após morte de bancária, Anvisa faz esclarecimentos sobre aplicação de PMMA

Diante do caso da bancária que morreu após ser submetida a uma cirurgia para aplicação do polimetilmetacrilato (PMMA), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez alguns esclarecimentos sobre as indicações da substância. O órgão é responsável pela avaliação de critérios como segurança, eficácia e qualidade dos produtos, antes que eles sejam liberados para venda e uso. Uma das aplicações do PMMA é na forma de gel para o preenchimento cutâneo de pequenas áreas do corpo e um exemplo de produtos que contêm essa substância é o Biossimetric, fabricado pela MTC Medical Comércio Indústria Importação e Exportação de Produtos Biomédicos Ltda. A Anvisa autoriza sua aplicação, salientando que deve ser feita por um médico habilitado em casos de correção de lipodistrofia, configurada como alteração no organismo que leva à concentração de gordura em algumas partes do corpo, e de correção volumétrica facial e corporal, que é uma forma de tratar alterações com o preenchimento em áreas afetadas por meio de bioplastia. Como a concentração de PMMA no produto varia de 5% a 30%, os limites de aplicação dependem da avaliação médica. 

Morte após aplicação

No caso da bancária Lilian Calixto, a aplicação do produto foi feita nos glúteos, o que não é contraindicado. Mas o procedimento foi realizado no apartamento do médico Denis Furtado, o Dr. Bumbum. Com complicações graves, a mulher chegou a ser internada num hospital, mas não resistiu e morreu no último dia 15, horas depois de passar pela cirurgia. 

Já o médico fugiu em um primeiro momento, porém, na última quinta-feira (19), ele foi detido. Dr. Bumbum vai responder pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa. Além dele, sua mãe, a ex-médica Maria de Fátima, que ajudou no procedimento, e sua namorada, Renata Fernandes Cirne, que atuava como recepcionista do consultório na casa do médico, estão presas

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