Polícia investiga se morte de advogada criminalista tem relação com desavença com cliente



A morte da advogada Silvia da Silva Carvalho, de 56 anos pode ter relação com desavença com algum cliente, segundo informações da Polícia Civil. Silvia da Silva foi surpreendida por criminosos quando saía do trabalho, foi sequestrada e morta em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador. "Acreditamos que essa morte tenha sido decorrente de algum problema do exercício da atividade dela de advocacia. Ela concentrava a profissão dela mais na área criminal. A creditamos que tenha partido alguma desavença entre ela e algum cliente", explicou o delegado da unidade de himicídios, Fabrício Linard. De acordo com Linard, Silvia deixou o escritório onde trabalha junto com a secretária, que também foi levada pelos criminosos, mas liberada antes de Silvia ser morta. A secretária foi achada a cerca de 500 metros do corpo de advogada. A mulher foi ouvida e disse que chegou a ouvir os disparos que mataram Silvia.
"Ela [a secretária] informa que o carro da advogada chocou-se com o carro dos indivíduos. Disse também que o tráfego [no veículo com os criminosos] maior foi em área de zona rural porque ela percebeu muitos buracos e que tinha lama, mas não conseguiu ver porque estava sempre com o rosto coberto", disse Linard. A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA) enviou à imprensa uma nota de repúdio contra o assassinato da advogada e disse que a Ordem vai acompanhar as investigações. A OAB_Ba em Feira de Santana, inclusive, formou uma comissão com 12 advogados, para acompanhar o caso. Na nota, a OAB enfatizou que o assassinato da advogada no exercício da profissão é "fato gravíssimo que representa um ataque não apenas a toda a advocacia, mas à própria Justiça, ao Estado democrático de Direito e a toda a sociedade baiana". O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, lamentou a morte da advogada, que era também Procuradora da Prefeitura de Feira de Santana e atuou na assessoria jurídica da Secretaria Municipal de Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos e também na Secretaria de Desenvolvimento Social. (G1)

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