Estimulação cerebral profunda contem tremores do mal de Parkinson

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, divulgaram nesta sexta-feira (29) que a estimulação cerebral profunda (ECP) pode frear a progressão dos tremores do mal de Parkinson nos estágios iniciais. De acordo com o Globo, o estudo é a primeira evidência de que este tratamento pode conter o avanço do sintoma da doença. Pacientes foram escolhidos para receber a estimulação cerebral profunda conjugada com uma terapia farmacológica ou só o tratamento farmacológico. Após dois anos, os que receberam apenas remédios tinham uma chance sete vezes maior de desenvolover novos tremores de repouso do que os que tomaram os medicamentos mais a estimulação. Análises posteriores dos dados mostraram que 86% dos pacientes do grupo que recebeu apenas a terapia farmacológica contra a doença desenvolveram tremores de repouso em membros não afetados ao longo do período de dois anos, enquanto o mesmo aconteceu com apenas 46% dos pacientes que receberam a terapia de ECP junto com os medicamentos. Quatro dos pacientes do grupo de ECP mostraram melhorias nos tremores e o sintoma desapareceu completamente de todos os membros afetados. A Administração para Alimentos e Drogas dos EUA (FDA) já autorizou a Universidade Vanderbilt a liderar um estudo multicêntrico da terapia de ECP para o Parkinson em estágios iniciais. O ensaio clínico com início previsto para 2019 vai recrutar 280 pessoas e vai envolver 17 centros médicos dos EUA. (BN)

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