Emprestar seu cartão ou cheque é péssima idéia

Emprestar seu cartão ou cheque é péssima idéia que gera 17% de toda inadimplência no país, revela estudo do SPC Brasil e CNDL. A maioria emprestou documentos ou cartão para ajudar ou porque ficou com vergonha de dizer não. 23% não sabiam ao certo o valor que o outro gastaria e, arrependidos, 62% jamais voltariam a emprestar o nome. A maior parte dos pedidos de nome emprestado surge de pessoas próximas. Em primeiro lugar estão os amigos (26%), seguidos dos parentes (21%) e irmãos (16%). Completam o ranking os pais (11%), namorados (9%), filhos (9%), cônjuges (8%) e até colegas de trabalho (8%). A prática se torna ainda mais arriscada quando quase um quarto (23%) revela que emprestou o nome sem saber sequer o valor da compra que seria feita. Em outros 28% dos casos, havia sido combinado um valor, mas a pessoa gastou mais.

Cartão de crédito

A forma mais comum de emprestar o nome foi por meio do cartão de crédito, opção citada por 52%. O cartão de loja ficou em segundo lugar com 23% – percentual que sobe para 28% entre as pessoas das classes C/D/E e 30% entre as mulheres. A pesquisa ainda descobriu que as principais compras em nome de terceiros nem sempre são de itens de primeira necessidade. 37% foram para roupas, calçados e acessórios, 20% destinados a empréstimo de dinheiro e 19% a compra de equipamentos eletrônicos. Completam a lista perfumes e cosméticos (15%), eletrodomésticos (14%) e móveis (13%). Em 16%, quem emprestou o nome não sabia o que seria adquirido. Em 25% dos casos, a pessoa desapareceu após usar o nome emprestado e não arcou com os valores.

Dívidas caras

Em média, a dívida supera R$ 1,5 mil e 62% não voltariam a emprestar nome. Somente em 11% dos casos a dívida contraída foi inteiramente quitada por quem pediu o nome emprestado. Para 49% a dívida ainda está em aberto ou sendo negociada, e 30% tiveram que pagar o pato. Em média, o valor da dívida chega a R$ 1.520,81. De acordo com o levantamento, 84% das pessoas que ficaram com nome negativado cobraram a devolução do dinheiro usado para quitar a dívida no seu nome, mas 71% não receberam nenhum pagamento. Em 41% dos casos a pessoa cobrada disse que não teria condições financeiras de pagar e em outras 25%, a pessoa desapareceu. 57% admitem que a relação com a pessoa ficou abalada após o episódio, sendo que em 18% dos casos a amizade foi rompida.

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