Bahia ganha notoriedade na produção de café; estado é o quarto maior produtor do país

Para comemorar o Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) lançará uma campanha para estimular o aumento da qualidade do café produzido no Brasil. Com o mote “Café certificado sempre vai bem”, a campanha pretende aumentar a oferta e procura por cafés certificados e garantidos quanto à qualidade, seja entre os do tipo Extra Fortes e Tradicionais, como entre os Superiores e os Gourmets, que são as diferentes categorias de qualidade do produto no Brasil. Na Bahia, quarto maior produtor brasileiro, a Chapada Diamantina tem ganho notoriedade com a produção de cafés especiais. É daquela região o vencedor do 14º Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café. Com nota final de 8,62 pontos (em uma escala de 0 a 10), o microlote da cafeicultora Letícia Alcântara, produzido na Fazenda Divino Espírito Santo, no município de Piatã, venceu a disputa.O segundo lugar também ficou com a Bahia. Foi para o café cereja descascado de Antônio Rigno de Oliveira, também de Piatã, com a nota de 8,57 pontos. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Café do Estado da Bahia (Sincafé), Antonio Roberto de Almeida, a campanha é oportuna. Ele explica que a colheita do café arábica, já iniciada na Bahia e em outros estados produtores, mostra que o Brasil terá uma safra de excelente qualidade. De acordo com o dirigente, a tendência é que os brasileiros possam degustar diariamente cafés com qualidade ainda melhor, em todas as categorias. Na avaliação do presidente do Sincafé, a especialização no segmento gourmet é uma tendência de mercado. “O assunto foi discutido no recente Encontro Nacional do Café e pode ser uma alternativa para as indústrias de menor porte, que têm enfrentado dificuldade no mercado do varejo”, comenta. Apesar do cenário de crise econômica, o consumo de café no Brasil apresentou alta de 3,6% em 2017, superando a expectativa da Abic de crescimento de 1% a 1,5%. Para 2018, a associação nacional estima que o consumo chegue a 22,8 milhões de sacas. (BN)

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