Unissex: o Viagra também é usado para tratar infertilidade feminina

O Viagra é mais que um remédio – é um ícone pop. O único comprimido que saiu na capa da Time quando foi patenteado, em 1996. Mas ele não serve só para resolver disfunção erétil. Pelo contrário: como ele trabalha dilatando vasos sanguíneos, também pode dar uma mãozinha quando outros órgãos (que não têm nada a ver com sexo) sofrem de problemas de circulação. Por exemplo: algumas pessoas sofrem de um distúrbio chamado hipertensão pulmonar. É como se as artérias e veias do órgão ficassem muito “apertadas”, impedido a passagem da quantidade correta de sangue – e, por consequência, a troca de gás carbônico por oxigênio. O Viagra vai lá e deixa tudo soltinho, para o paciente voltar a respirar sem esforço. De fato, o azulzinho lendário foi pensado originalmente como um medicamento para pressão alta – e ponto final. As ereções que ele causa foram só um efeito colateral peculiar muito bem aproveitado comercialmente pela Pfizer, o laboratório que detém a marca. Uma das funções inesperadas do Viagra – e, até hoje, razoavelmente desconhecida – é colaborar com a fertilidade do sexo oposto de seu público-alvo. É o seguinte: a implantação de um embrião fertilizado in vitro em uma mulher só dá certo se o endométrio – a mucosa que forra o interior do útero no período fértil – estiver na espessura correta para receber o futuro bebê. Quanto mais velha for a mulher, mais fino tende a ser seu endométrio, e menores são as chances de o embrião vingar. (Super Interessante)

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