Relacionamento abusivo: saiba como se proteger psicologicamente e judicialmente

Sentimentos como ansiedade, tristeza e baixa autoestima são sinais de relacionamento abusivo. Se você tem a sensação de estar envolvida em uma relação em que o parceiro, na maioria das vezes, não te passa segurança e alegria, vale a pena ficar atenta. Você pode identificar se está se envolvendo em algo destrutivo ou não, e entender como terminar com essa violência psicológica. Muitas vezes, o relacionamento abusivo pode ser confundido com carinho e superproteção, não sendo apenas caracterizado por agressão física. Segundo a psicóloga Thais Santos, o ciúmes excessivo, possessividade e imposição de controle são alguns sinais. Para a profissional, as pessoas que acabam submetendo-se a esse tipo de tratamento podem estar refletindo necessidades inconscientes. “A explicação para aceitar isso tem muito a ver com a história de vida, baixa autoestima e falta de autoconhecimento“, aponta os motivos de aceitação de um relacionamento abusivo. Outras formas bem comuns de ameaçar a parceira é através de ameaças emocionais, financeiras e sexuais. “Abalar a autoestima e usar os filhos como moeda de troca são meios de chantagem muito utilizadas e que caracterizam abuso”, sinaliza a psicóloga. Perante a lei, de acordo com a advogada Vitória Vidal, o relacionamento pode ser qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial à mulher. “O conceito de violência doméstica ou familiar não quer dizer, necessariamente, que deve existir uma relação de matrimônio – a Lei Maria da Penha exige apenas que exista uma relação íntima de afeto”, explica a profissional. As ocorrências que podem ser denunciadas são agressão física, psicológica ou ameaça de uma. A lei disponibiliza alguns meios para evitar e terminar com esses abusos. “Um dos mecanismos mais importantes de proteção à mulher é a possibilidade de exigir pensão alimentícia temporária para o ex-companheiro”, comenta Vitória. Além disso ela aponta outros caminhos legais para distanciar o agressor: afastamento do lar, proibição de aproximação de limites mínimos de distância. Em casos de relacionamento abusivo, é imprescindível que a mulher procure ajuda e tome as medidas para se proteger. “A melhor opção é comparecer a uma delegacia para relatar os fatos a uma autoridade policial, apresentando todos os meios de provas que forem possíveis”, aconselha a advogada. E ressalta: “É importante mencionar que é direito da mulher, em situação de violência doméstica e familiar, o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores previamente capacitados, que sejam preferencialmente do sexo feminino”. (Alto Astral)

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