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PF faz ajustes finais para cumprir ordem de prisão de Lula

Desde as 17h01 de sexta-feira (6), quando venceu a "oportunidade" dada pelo juiz federal Sérgio Moro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se apresentar voluntariamente em Curitiba, berço da Operação Lava Jato, e iniciar cumprimento de pena de 12 anos e um mês no caso do triplex do Guarujá (SP), a Polícia Federal pode cumprir a qualquer momento o decreto de prisão. Anexado no processo pelo juiz da 13.ª Vara Federal às 17h50 de quinta-feira (5), minutos depois da confirmação da condenação definitiva em segunda instância no caso triplex do Guarujá (SP), pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), a ordem expressa foi: "expeçam-se os mandados de prisão para execução das penas contra José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Luiz Inácio Lula da Silva". É com esse mandado que a PF vai prender Lula nas próximas horas - ou dias. O que a polícia busca é que ele se entregue, mas o prazo estipulado terminou ontem (6). O canal de comunicação aberto entre a defesa do ex-presidente e o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Valeixo, por decisão de Moro visava os ajustes para a apresentação voluntária do petista em Curitiba dentro das 24 horas dadas "em atenção à dignidade do cargo que ocupou". No mesmo dia que foi decretada a prisão, o delegado Igor Romário de Paula, chefe da equipe da Lava Jato, procurou os advogados de Lula para abrir esse canal de conversas. Os contatos de emissários de Lula, entre eles o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, foram feitos só ontem (6), próximo do prazo final dado por Moro para que o ex-presidente se entregasse. Do segundo andar da Superintendência da PF em Curitiba, delegados da cúpula negociavam por telefone com os emissários e as conversas prosseguiram pelo menos até as 21h. (Estadão)

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