Metade das famílias recusa doação de órgão

De um lado, uma pessoa que precisa de um transplante com urgência. Do outro uma família lidando com o sofrimento da morte de um ente tão querido. São dois opostos, duas situações completamente diferentes, mas com uma relação que mais do que marcar vidas, pode salvá-las. Dados do Hospital Padre Albino mostram que metade das famílias recusa a doação de órgãos em Catanduva. O resultado leva em consideração as 14 entrevistas que foram realizadas neste ano e as sete aprovações. Entre os órgãos captados neste ano estão rins, fígado e cinco córneas. No acumulado de 2015 a fevereiro de 2018, foram 148 famílias que foram procuradas, para 90 que aceitaram as doações, o que corresponde a 60% do total, o que mostra que ainda há 40% que se recusam a aceitar essa ação. Mesmo a passos lentos, a doação de órgãos já é uma realidade cada vez mais presente na vida dos catanduvenses. Para se ter uma ideia, dos 61 entrevistados em 2015, apenas 25 disseram sim a doação de órgãos, o que corresponde a 40% do total. Naquela época, 60% diziam não. Córneas, fígados, rins, pâncreas, pulmões, intestinos, ossos, pele, cartilagens, tendões, músculos e vasos estavam entre os órgãos e tecidos doados. Um ano mais tarde e das 78 famílias que fizeram parte da pesquisa, 37 aceitaram o procedimento. 16 deles eram de múltiplos órgãos (entre eles estavam corações, pulmões, osso, rins e fígado) e 11 de córneas. Com isso, caiu para 53% o número de famílias que não aceitavam as doações. Em 2017, das 48 entrevistas, 28 resultaram em doações, ou seja, o número que famílias que disseram sim foi para 58%, a maior taxa dos últimos anos. Dos doadores, 10 deles foram de procedimentos múltiplos que incluíam a retirada de rins, fígado e 18 córneas.

Como se tornar um doador

Familiares de até segundo grau de parentesco podem autorizar a doação de órgãos. Não é necessário deixar nada por escrito. Carteira de motorista, RG e registro em cartório em nossa legislação atual não são documentos válidos. “Para a doação de órgãos e tecidos ser consentida tem que ter a autorização do familiar. Por isso, a necessidade de comunicar à família do desejo em ser doador é tão importante”, complementa o setor. Vale ressaltar que a doação de órgãos não interfere no velório ou sepultamento, nem na aparência do ente falecido. Os procedimentos são custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não há gastos para a família que doou, nem para o receptor, nada mais é do que um gesto de generosidade e empatia. Para que o número de famílias que aceitam a doação de órgãos aumente, no Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos, (27 de setembro), os hospitais da Fundação Padre Albino realizam campanhas de conscientização à população. (O Regional)

0 comentários:

Postar um comentário

©Site fundado: 09/10/2008 - Por: *Valter Egí - Todos direitos reservados à Jacobina News*