Mais de mil civis morreram na recente escalada de bombardeios na Síria, diz ONG

Mais de mil civis morreram desde o início, há três semanas, da ofensiva do regime sírio contra o enclave rebelde de Guta Oriental, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Das 1.002 vítimas contabilizadas até o momento, 215 são crianças, segundo a ONG com sede em Londres que monitora a guerra civil na Síria. A região sitiada pelo regime fica nos arredores de Damasco e é um antigo destino de viagens de final de semana para os moradores da capital síria. Atualmente, tornou-se um dos últimos redutos de rebeldes que lutam contra o regime do ditador Bashar Al-Assad. Leia: 'Perdi 32 parentes na guerra', diz sírio de Guta Oriental que fugiu para o Brasil. Apesar da Organização das Nações Unidas (ONU) ter aprovado um cessar-fogo para a região, ele não foi colocado em prática. Nem mesmo durante as cinco horas diárias, que os russos se comprometeram a respeitar, a trégua humanitária funcionou. A Rússia culpa os rebeldes. A televisão estatal síria transmitiu neste sábado a partir da cidade de Mesraba, que fica perto da estrada que liga as metades norte e sul do enclave, após reportar que o Exército a havia tomado. A transmissão ao vivo mostrou uma cortina maciça de fumaça subindo atrás de casas e árvores da região, com o som de explosões ao fundo. A TV disse que a cena filmada em Mesraba mostrava prédios abalados e paredes cheias de marcas de tiros. A captura de Mesraba e os avanços em direção às áreas rurais próximas deixaram importantes estradas diretamente sob o ataque do Exército, de acordo com o OSDH. Isso, na verdade, separou as grandes cidades de Harasta e Douma uma da outra e do resto do enclave, acrescentou. No entanto, Hamza Birqadar, um porta-voz do Jaish al-Islam, um dos dois principais grupos insurgentes em Guta Oriental, disse que os rebeldes repeliram o ataque à Mesraba e nem Harasta nem Douma foram isoladas.

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