Amamentação pode reduzir em 48% o risco de diabetes tipo 2, diz pesquisa

O leite materno é fundamental para alimentar o bebê, não só porque ele tem os nutrientes necessários para os primeiros meses de vida do recém-nascido, mas também porque o ato de amamentar faz bem para a mãe. De acordo com um estudo publicado pela revista JAMA Internal Medicin, o ato de amamentar consegue reduzir as chances da mulher desenvolver diabetes tipo 2. A pesquisa analisou 1.238 mulheres durante 30 anos, levando em conta fatores de risco como obesidade, estilo de vida ou antecedentes familiares da doença. 

O resultado mostrou que as mães que amamentaram por, pelo menos, seis meses, tiveram uma redução de 48% nas chances de terem diabetes tipo 2 ao longo dos anos. As mulheres que amamentaram por um período menor do que seis meses tiveram redução de apenas 25%, e as que seguiram com o aleitamento até o bebê completar um ano de vida tiveram uma redução de 47%.

Para o endocrinologista Daniel Kendler, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), existem algumas justificativas para que o aleitamento seja relacionado à diabetes. Como a mulher que amamenta tem excesso de prolactina circulando pelo corpo, esse hormônio, que é o responsável por preservar e estimular a produção de leite, pode preservar a massa de células beta-pancreáticas, que produz a insulina, reguladora dos níveis de glicose no sangue. Além disso, de acordo com o site Catraquinha, existe também o fato de que, para fabricar o leite, o corpo desvia da corrente sanguínea 50 gramas de açúcar. “Soma-se a isso o esforço do organismo, que gasta cerca de 300 calorias diárias para dar conta da demanda da amamentação (o que ajudaria no emagrecimento)”, diz o endocrinologista.

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