Ultrassonografia nem sempre detecta danos cerebrais causados pelo Zika, mostra estudo

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Washington em Seattle concluiu que o vírus Zika pode causar danos significativos no cérebro, mesmo quando o tamanho da cabeça do bebê é normal. Dessa forma, exames realizados durante a gravidez podem não detectar o problema. "Os critérios atuais que utilizam o tamanho da cabeça para diagnosticar lesões cerebrais relacionadas a zika não conseguem capturar danos cerebrais mais sutis, que podem levar a problemas significativos de aprendizagem e transtornos de saúde mental mais tarde na vida", explicou a professora de Obstetrícia Kristina Waldorf, principal autora do estudo. "Estamos diagnosticando apenas a ponta do iceberg", avaliou. Segundo o jornal O Globo, os pesquisadores buscaram mudanças sutis no cérebro de cinco fetos de macacos cujas mães foram infectadas com o vírus da zika na gravidez. Foram encontradas anormalidades fetais óbvias em quatro dos casos com exames de ultrassonografia semanais.

Os cientistas observaram que os cérebros dos fetos infectados cresceram mais lentamente do que o normal, mas não ficaram pequenos o suficiente para atender aos critérios de microcefalia associada ao vírus da zika. Os exames mostraram que algumas áreas do cérebro cresciam mais lentamente. "O estudo mostra claramente que as células dentro dessas regiões cerebrais são altamente suscetíveis à infecção da zika", afirmou Michael Gale Jr, professor de Imunologia e coautor do estudo. "Demonstramos que as células-tronco neurais nesses locais, e em estágios específicos de desenvolvimento, são incapazes de suprimir a replicação do vírus", acrescentou. (BN)

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