Saiba como lidar com a adaptação das crianças ao mudar de escola

O ano letivo ainda não começou, mas à volta as aulas já preocupa alguns pais. Isso porque, para algumas crianças, este retorno significa o início em uma nova instituição de ensino. Para os pequenos entre 4 a 10 anos, a mudança escolar pode exigir um período maior de adaptação. Mariane Santiago, psicóloga do Hapvida, explica que os responsáveis devem iniciar um processo de transição escolar antes mesmo de encerrar o ano letivo anterior, para que a mudança de ambiente não cause tanto impacto. “Os responsáveis devem realizar este processo, ainda no último ano letivo da criança na escola, juntamente com o aluno, o convidando para conhecer a nova instituição e pontuando os fatores positivos da mesma com o objetivo de estimular a socialização ao novo ambiente escolar”, afirma a psicóloga. A transição implica um pouco mais de atenção e paciência dos pais, já que é comum o estranhamento inicial das crianças, que irão “avaliar o novo espaço a partir das emoções e experiências que vivenciaram durante a vida”, afirma Mariane. Ainda assim, a psicóloga do Hapvida ressalta que para superar essa primeira etapa é necessário estabelecer uma parceria com o colégio para acompanhar mais de perto todo o processo de ambientação com os novos colegas e professores. “A escola deve sinalizar aos familiares, caso a criança não esteja se adaptando a instituição, com o objetivo de realizarem um trabalho de observação desenvolvendo intervenções para solucionar a questão”, conta Mariane Santiago.O suporte psicológico pode ser importante em casos de frequentes reclamações por parte da criança. “Pode ser necessário que os responsáveis procurem um suporte psicológico para analisar quais questões resultam na falta de adaptação na escola. Para este trabalho obter êxito é importante que seja realizado em parceria com psicólogo, pais e responsáveis e a instituição de ensino”, esclarece a psicóloga. Com o retorno às salas de aulas, os responsáveis precisam estabelecer uma rotina para as crianças com horários para alimentação, estudos e diversão, destaca Mariane. Uma agenda com as atividades diárias ajuda a criança a construir um ambiente mais estável, garantindo assim que a transição não traga uma sensação de desconforto. O melhor conselho para os pais é “estimular desde cedo a socialização da criança com outros indivíduos, para estimular o desenvolvimento da sua independência, facilitando as futuras mudanças durante seu crescimento”, ressalta a psicóloga do Hapvida. (BN)

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