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Cabral dava mesadas de até R$ 100 mil para os pais, diz delator

O delator Carlos Miranda disse que o ex-governador Sérgio Cabral dava mesadas que chegavam a R$ 100 mil a sua ex-mulher Suzana Neves e o mesmo valor a seus próprios pais. O dinheiro era repassado pela empreiteira FW, que prestava serviços ao estado, propriedade de Fernando Werneck, amigo de longa data de Cabral. Miranda prestou depoimento nesta segunda-feira (18) ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. “O combinado era R$ 100 mil [para Suzana Neves]. Ele dava uma mesada para os pais, que chegou a R$ 100 mil. Para a irmã, Cláudia, R$ 25 mil. Para os dois filhos, era R$ 10 mil para o mais velho e R$ 5 mil para o mais novo”, disse Miranda, que era responsável pelos pagamentos, vindos da empresa FW. O nome do deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), filho mais velho do ex-governador, não foi citado, a pedido de Bretas, por ele ter foro privilegiado. Miranda, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), era o operador financeiro de Cabral, encarregado de recolher e entregar dinheiro do esquema criminoso do grupo.

O dono da empreiteira, Flávio Werneck, confirmou, em depoimento prestado em seguida, que realmente entregou recursos ao grupo de Cabral. Segundo ele, tratava-se de um percentual de 5% sobre diversas obras feitas por sua empresa ao estado, além de uma taxa de 1%, denominada de “oxigênio”. Werneck calculou que, ao longo dos anos, chegou a pagar entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões em propina. 

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