Queixa por estupro faz Oxford afastar professor de estudos islâmicos

A Universidade de Oxford, uma das mais tradicionais do Reino Unido, anunciou que afastou o filósofo suíço Tariq Ramadan de seu cargo de professor de estudos islâmicos contemporâneos após duas mulheres abrirem queixas de estupro contra ele na França. "A universidade reconheceu a gravidade das alegações contra o professor Ramadan, ao mesmo tempo em que enfatizou a importância do equilíbrio e dos princípios da justiça e do direito ao devido processo", afirma a instituição em comunicado. "A licença, de comum acordo, indica que não há presunção nem aceitação da culpa e permite ao professor Ramadan tratar das alegações extremamente sérias que pesam contra ele." Nascido em Genebra, o acadêmico de 55 anos conhecido por posições reformistas que atraem críticas de muçulmanos radicais é neto de Hasan al Banna (1906-49), fundador da Irmandade Muçulmana, grupo político egípcio influente no Oriente Médio. Ele nega as alegações, uma delas feita em outubro pela escritora feminista francesa Henda Ayari, que disse ter sido estuprada pelo professor em um quarto de hotel durante uma convenção muçulmana em Lyon em 2012. O filósofo, que agora processa a escritora por difamação, também foi citado em uma queixa de estupro registrada em Lyon em 2009, segundo jornais franceses. Denúncias de abuso e assédio sexual têm se acumulado nas últimas semanas desde que o produtor americano de cinema Harvey Weinstein foi acusado por diversas mulheres de assédio, agressão sexual e estupro. Os casos chegaram à política europeia, especialmente no Reino Unido, onde dois ministros renunciaram durante a última semana. (Notícias ao Minuto)

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