Cirurgia íntima está cada vez mais comuns entre adolescentes

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O Brasil é líder mundial no procedimento conhecido como ninfoplastia ou labioplastia, uma cirurgia plástica íntima para modificar a vagina. De 2015 a 2016, o aumento das intervenções foi de 80%, passando de 12.870 para 23.155, de acordo com um levantamento feito pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. De acordo com a ginecologista Ana Cristina Batalha, o procedimento cirúrgico é indicado se houver insatisfação da paciente, que pode sentir incômodo durante a relação sexual, ou quando a paciente tem infecções recorrentes como candidíase, já que o excesso de pele faz com que se acumulem mais secreções. Apesar de ser um procedimento comum, que tem surpreendido os médicos da área é o número de adolescentes com menos de 18 anos correndo para os consultórios para realizar a cirurgia. Apesar de não existirem dados oficiais, alguns calculam que mais da metade dos seus pacientes estão nessa faixa etária. Ana Cristina considera imprudente realizar essa cirurgia antes da mulher ter o corpo totalmente formado. “É claro que existem exceções, como em casos de anomalias genéticas”, diz ela. “Mas tudo que é ligado à estética tem que ter um limite, um bom senso”, completa a ginecologista. Ela compara a ninfoplastia ao processo de colocar silicone nos seios de adolescentes: “Você não vai colocar uma prótese na mama de uma menina que não tem os seios completamente formados, é preciso esperar ela crescer pra ver em que estágio ela para e então decidir se vai colocar ou não”. 

De onde vem o padrão: A justificativa para o comportamento das meninas é a maior intimidade que elas tem agora com o próprio corpo. "Inspecionar-se no espelho era, até pouco tempo, um tabu", comenta o ginecologista José Alcione Macedo Almeida, presidente da Sociedade Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia da Infância e Adolescência (Sogia). Segundo ele, o contato com as redes sociais também faz com que a outra pessoa se torne relevante e a comparação inevitável. Essas referências chegam às adolescentes em um momento crivado de insegurança e em um corpo que entra em julgamento. Aos cirurgiões, elas pedem "um resultado em que os pequenos lábios fiquem escondidos pelos grandes quando a mulher estiver de pé e com as pernas fechadas", segundo o cirurgião plástico André Colaneri, de São Paulo. De acordo com o site da revista Cláudia, as garotas também pedem a intervenção a laser para completar o visual, com o objetivo de deixar a pele dos grandes lábios mais rósea e lisa e a região quase sem pelos.

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