Análise vê irregularidades em 14 suplementos de proteína para atletas

Conhecido no universo de quem malha, o whey protein é um suplemento proteico que faz parte da alimentação de muitos atletas. No entanto, de acordo com uma avaliação da Proteste - Associação de Consumidores, que testou 20 suplementos desse tipo, apenas seis produtos trouxeram os valores corretos de proteína e carboidrato em seus rótulos. Cinco deles têm menos proteínas, treze mais carboidrato e um menos carboidrato do que os indicados nas embalagens. As maiores variações foram encontradas no Four Whey Protein, fabricado pela Suplemente - Alimentação Avançada, que contém 844% a mais de carboidrato e 34% a menos de proteína. O Triple Matrix Whey NO, da Body Action, tem 320% a mais de carboidrato e 43% a menos de proteína, enquanto o Extreme Whey Protein, da Solaris Sports Nutrition, tem 288% a mais de carboidrato e 30% a menos de proteína. A legislação permite uma variação de 20% para mais ou para menos nas quantidades dos nutrientes declarados no rótulo. Ainda assim, os 14 produtos reprovados estão fora dos parâmetros legais. Em nota, a Body Action afirmou que tem um rígido padrão de controle de qualidade e parceria com grande laboratório de análise certificado pela Anvisa. 
A empresa também destaca que todas as análises e amostras coletadas de cada lote ficam disponíveis no site e podem ser consultadas facilmente pelos consumidores. "Inclusive, temos um laudo feito por outro laboratório, certificado pela Anvisa, referente ao mesmo lote do produto analisado pelo Proteste, onde os resultados não condizem com o que foi apresentado", finaliza.Já, a Solaris Sports Nutrition manifestou, em nota, sua discordância com o teste da associação, visto que "todos os produtos fabricados são submetidos a rigorosos testes de qualidade. Até o mês de setembro de 2013, os produtos fabricados pela SOLARIS eram submetidos a análises internas, cujos resultados sempre apontaram a CONFORMIDADE das quantidades de carboidratos e proteínas, sendo que eventuais variações estavam dentro dos limites permitidos pela ANVISA na RDC 360/2003". Desde setembro de 2013, a empresa passou a realizar testes de qualidade por meio de laboratórios externos, "afim de afastar qualquer dúvida em relação à qualidade dos produtos por si fabricados". Procuradas, as outras empresas ainda não se manifestaram sobre o resultado da análise realizada pela Proteste.

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