Transgênero carrega um fardo de sofrimento, diz Feliciano

Ao questionar uma reportagem de uma revista de circulação nacional que revela que há 1 milhão de brasileiros que não se identificam com seu sexo biológico, ou seja, os transgêneros, o deputado federal Marco Feliciano (PSC) fez declarações que podem parecer preconceituosas. O parlamentar falou que a revista expõe a intimidade de pessoas que caminham neste mundo “carregando um fardo de sofrimento” e também disse que esses assuntos são “indigestos” e que essas são “pessoas fragilizadas”. “Eu tenho muita dificuldade em acreditar nos números que a revista trás. De 1 milhão de pessoas em um contingente de 200 milhões, ou seja, para cada 200 pessoas, há uma pessoa que nasce com essa problemática. Esses números lançam dúvidas. Nós, família brasileira, precisamos de um pouco mais de respeito. Chega de enfiar goela abaixo esses assuntos que são tão indigestos”, disparou o deputado afirmando que a reportagem se aproveita de casos pontuais e escancara para todos a intimidade “de pessoas fragilizadas”. 

Feliciano falou que esses temas são importantes, mas que devem ser tratados dentro do âmbito familiar com psicólogos e profissionais. O deputado contou que já sofreu retaliações e ameaças, mas que não desiste. “Como já disse está declarado uma guerra contra a família brasileira, mas eu sempre digo: eu não sei bater, mas pense em um homem que suporta e aguenta apanhar. Eu não caio facilmente e se cair eu tenho um Deus que me levanta. Eu vou à luta e denuncio para isso que sou um parlamentar”, disse. 

O pastor Feliciano relembrou outros assuntos que “ofendem” a sociedade. “Não é demais relembrar a vocês a exposição pornô em Porto Alegre, o homem nu lá no MAM [Museu de Arte Moderna], a novela das nove com a sua transexual e sua bandida preferida, o sabão em pó com suas ideias de meninos brincarem com brinquedo de menina e vice-versa, a propaganda do governo fazendo apologia ao diferente e as cartilhas com ensinamentos pornográficos apresentado as nossas crianças em sala de aula”.

“Estudava a bíblia sagrada dia desses, deparei com muitas batalhas espirituais. Em uma delas espíritos incorporaram em porcos e se jogaram no abismo, mas hoje ainda aparecem muitos espíritos de porco, dessa vez, incorporando em revista, em televisão, atacando as nossas famílias e as nossas crianças em detrimento de assuntos muito mais relevantes e para um número muito maior de pessoas. É claro que respeito demais as famílias que passam por situações como essa, de filhos diferentes, mas esse assunto deve ser abordado, deve ser tratado no âmbito profissional com psicólogos sem expor em rede nacional”, ressaltou o deputado.

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