Ministério Público de Minas abre quatro inquéritos para apurar incêndio em creche

O Ministério Público de Minas Gerais abriu quatro inquéritos para investigar o incêndio que deixou dez pessoas mortas em uma creche de Janaúba (veja aqui), no estado de Minas Gerais. O ataque foi provocado pelo vigia da instituição, Damião Soares dos Santos, 50, que morreu horas depois de colocar fogo no local. O MP vai trabalhar com as seguintes linhas de apuração: se o vigia estava apto a trabalhar na creche, se o prédio tinha estrutura e um plano de combate a incêndio, se o dinheiro de doações destinadas ao caso vai ser aplicado corretamente e também se as vítimas da tragédia estão recebendo assistência adequada. De acordo com o MP, um dos inquéritos vai investigar se o segurança tinha alguma doença ou transtorno mental que o impossibilitasse de trabalhar no local. O mesmo procedimento vai investigar "se houve alguma falha do poder público local quanto à avaliação e tratamento da disfunção de consciência" apontada, em estudo social solicitado pelo próprio MP-MG em 2014, pelo Caps (Centro de Atenção Psicossocial). "Em junho de 2014, o vigia compareceu à Promotoria de Justiça de Janaúba com a finalidade de informar que suspeitava de que sua mãe adicionava substâncias tóxicas à sua comida. O estudo social solicitado pelo MP-MG, contudo, apontou que o núcleo familiar era regular, mas que ele apresentava disfunção de consciência", justificou o MP. 22 pessoas, a maioria delas crianças, ainda estão internadas por conta do ataque.

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