Bahia registra mais de 5 mil casos de sífilis em 2017

Mesmo se tratando de uma doença que tem cura e pode ser prevenida, inúmeros casos de sífilis são registrados diariamente em todo país. Na Bahia, de acordo com dados da Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), de janeiro até setembro deste ano, foram registrados 5.345 casos da doença, com cinco óbitos. Desse total, 795 casos congênitos, 1.222 em gestantes, 1. 510 em homens e 1.818 em mulheres. Em 2016, foram diagnosticados 10.872 casos da doença em todo o estado, com 13 mortes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, a cada ano, 12 milhões de novos casos de sífilis. Em todo o mundo, a doença na gestação é responsável por 29% de óbitos perinatal, 11% de óbitos neonatais e 26% de natimortos. A sífilis é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode também ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.

A patologia pode se manifestar de quatro formas diferentes: primária, secundária, terciária e na forma congênita, que ocorre quando uma mulher grávida tem sífilis e não realiza o tratamento, passando a doença para o bebê. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos, como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso. O período de incubação, em média, é de três semanas, mas pode variar de 10 a 90 dias. A doença tem cura e pode ser facilmente tratada com injeções de penicilina por três semanas, mas seu tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, para evitar complicações graves. A rede pública oferece o teste rápido. Diagnosticada logo ela tem cura”, pontua. Ainda de acordo com Fontes, com base em sua experiência diária, a doença tem atingido crianças na faixa etária de 10 e 14 anos e pessoas acima dos 40. (Fonte: Tribuna da Bahia)

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