Três melhores esportes para prevenir infarto

Dizer que exercício físico faz bem ao coração não é novidade. Mas até agora não era muito claro qual esporte é o melhor para a saúde desse músculo vital. Mas pesquisadores do Reino Unido, Finlândia, Áustria e Austrália trabalharam em conjunto para determiná-lo, e os resultados do estudo foram publicados no final de 2016 no British Journal of Sports Medicine. Segundo a pesquisa, os esportes que mais reduzem o risco de morte por culpa de uma doença do coração e de tipo vascular são, por ordem, os esportes de raquete (tênis, pádel, badminton, squash), a natação e o aeróbico intervalado (incluindo também a dança e outras disciplinas de atividade física para se manter em forma). Por outro lado, o ciclismo, a corrida, o futebol e o rúgbi não mostraram uma redução significativa das possibilidades de morrer por essa causa. 
“Isso poderia ser explicado por seu padrão de exercício intervalado”, diz o doutor Carlos de Teresa, membro da Junta de Governo da Sociedade Espanhola de Medicina do Esporte. “Alternam períodos de atividade a uma certa intensidade com outros de repouso e recuperação. E é justamente esse tipo de atividade física que demonstrou efeitos mais positivos para a saúde na população em geral”, afirma o médico. Saiba mais...

Esportes de raquete: gasto energético elevado Um estudo de 2007 realizado por pesquisadores das universidades Maastrich (Holanda) e Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA) demonstrou que o tênis “está associado a um menor risco de doenças cardiovasculares (...), reduz a tensão arterial (...) e melhora a função cardíaca”. Tanto o tênis como o pádel, o badminton e o squash são exercícios que combinam “componentes intervalados de alta intensidade com descansos entre os pontos de jogo. Isso provoca um gasto energético elevado que contribui no controle da gordura corporal, prevenção do aumento de peso e melhora nas funcionalidades musculares. Isso, por sua vez, tem um efeito benéfico contra a obesidade e a diabetes”, diz Carlos de Teresa. A obesidade abdominal é um dos principais problemas de saúde mundial, que “tem efeitos muito negativos à saúde: aumenta o risco de se desenvolver diabetes, gota, hipertensão arterial e, consequentemente, é também um fator de risco cardiovascular”, de acordo com a Fundação Espanhola do Coração. A raquete, portanto, é uma boa aliada para nossas artérias.

Natação: muitos músculos envolvidos: Com a natação se exercita boa parte da musculatura corporal. O especialista em medicina do esporte revela que além disso estimula, por um lado, o desenvolvimento muscular e, por outro, a coordenação neuromuscular. A nível cardiovascular, esse último efeito é fundamental, já que “se trata de uma atividade neurológica que facilita o controle da pressão arterial. Além disso, o aumento da massa muscular conseguido com a natação aumenta também o gasto energético, o que melhora o perfil lipídico (o nível de gorduras no sangue tais como o colesterol e as triglicérides) e a gordura corporal”.

Aeróbico para uma boa coordenação neuromuscular: Os exercícios aeróbicos são extremamente cardiosaudáveis. Na atividade física aeróbica e na dança, da mesma forma que a natação, também ocorre uma coordenação neuromuscular positiva para nosso sistema cardiovascular. Ajuda a nos manter em um peso saudável: de acordo com essa tabela da Universidade Harvard (EUA), com 30 minutos de dança uma pessoa de 70 quilos perde 223 calorias; 260 calorias no caso de 30 minutos de exercício aeróbico moderado. Além disso, esse tipo de atividade “tem um componente lúdico, que contribui com todos os efeitos benéficos que se contrapõem aos produzidos pelo estresse”, diz de Teresa. Em relação às disciplinas como a corrida e o ciclismo – não tão eficientes de acordo com o estudo publicado no BJSM –, o médico opina que “são exercícios magníficos para o favorecimento da saúde do coração e os vasos sanguíneos. Mas podem ver sua potencialidade reduzida por serem praticados, geralmente, a uma intensidade alta. De fato, não é incomum que corredores e ciclistas comentem que acabam suas sessões de treinamento absolutamente esgotados. Manter esse ritmo durante períodos prolongados pode produzir, a longo prazo, mais riscos do que benefícios”, alerta.

0 comentários:

Postar um comentário

©Site fundado: 09/10/2008 - Por: *Valter Egí - Todos direitos reservados à Jacobina News*