Salvador: Mercado São Miguel será reformado em 2018

Está previsto para o primeiro semestre de 2018 o início das obras de reforma do Mercado São Miguel, na Baixa dos Sapateiros (veja aqui). A estrutura, construída em 1965, pegou fogo na madrugada da última terça-feira, 5 – segundo o Corpo de Bombeiros, um problema na fiação teria ocasionado o incêndio. A reconstrução do espaço está na lista das 40 ações de revitalização do Centro Histórico, proposto pela prefeitura de Salvador. Presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield garantiu que o projeto está pronto, faltando apenas a conclusão de detalhes complementares. Ainda de acordo com Tânia, após finalização, prevista para novembro, o projeto será encaminhado para a Superintendência de Conservação e Obras Públicas de Salvador (Sucop), para que a obra seja licitada. “O período estimado para licitação é de dois a três meses. Estimamos que até o primeiro semestre de 2018 as obras sejam iniciadas”.

Projeto: Elaborado pela FMLF, o projeto pretende resgatar as tradições históricas do mercado, a fim de causar impacto positivo na região da Baixa dos Sapateiros, que vem sofrendo problemas com a economia, degradação e despovoamento. O equipamento será implantado no térreo da construção, com cerca de 50 boxes e demais itens, como sanitários, acessibilidade, estacionamento, além da inclusão de um mezanino, que servirá para realização de exposições artísticas e apresentações musicais. “A área está degradada. O espaço é, realmente, um fragmento do que foi no passado. Vamos resgatar o aspecto cultural que o mercado carrega há anos, com restaurantes de comidas típicas que abrigue um número maior de pessoas. Vai ser criado um espaço para exposição de artistas locais”, disse Scofield.A preservação da história do local é a preocupação de um dos fundadores, o comerciante Derivaldo Santana, 80. “O mercado carrega uma história rica. Aqui já foram feitas inúmeras festas. Nossas atividades não podem parar por muito tempo, precisamos de um espaço para manter nossa tradição”, frisou.

Prejuízos: A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) informou que ainda está estudando as ações que envolvem os permissionários, inclusive a realocação provisória deles até a conclusão das obras do novo projeto. Enquanto a requalificação não é iniciada, a permissionária Maria das Neves Viana, 40, enfrenta as consequências do incêndio, que lhe causou um prejuízo de R$ 8 mil. O boxe dela, conhecida no meio dos comerciantes como Duda Mel, foi o único totalmente destruído pelas chamas. Apesar de ser transferida para o pavilhão lateral não atingido pelo incêndio, a permissionária diz não ter superado a perda dos seus pertences. “Não recebi nenhum tipo de doação, uma amiga que me emprestou duas meses com cadeiras e um freezer vertical para que eu possa recomeçar. Eu perdi tudo e continuo sem meu freezer, que tinha pouco tempo de comprado. Foi cedido outro espaço, mas preciso de tantas coisas que não sei por onde começar”, lamentou.

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