Perder peso rápido é um péssimo plano, diz estudo: em um ano, você irá se arrepender

A fama e a popularidade de dietas restritivas se devem a uma rápida perda de peso conquistada por seus seguidores. Em comum, os planos exigem mudanças drásticas no cardápio que, apesar dos positivos resultados iniciais, raramente se sustentam e, pior, podem comprometer a saúde. Se você ainda rejeita conselhos médicos de que passar fome não é a melhor saída para emagrecer, precisa conhecer os resultados de um recente estudo publicado pela revista Obesity que mostra que, após dois anos de acompanhamento, pessoas que perderam peso lentamente tiveram mais sucesso em manter as medidas do que aquelas de seguiram regimes muito rígidos e secaram rapidamente. De acordo com os líderes da pesquisa, o desenvolvimento de comportamentos estáveis relacionados à ingestão de alimentos e perda de peso no início de um programa de controle é importante para manter as mudanças no longo prazo. Entre os 183 participantes do trabalho científico, os que emagreceram muito em pouco tempo não eram mais capazes de perder peso após o período de um ano, ao contrário daqueles que mantinham mudanças regulares a longo prazo. O estudo afirma que fazer uma dieta restrita faz com que as pessoas tenham uma abordagem de "tudo ou nada" em relação à alimentação, muitas vezes resultando em perda total da força de vontade para emagrecer diante de um “fracasso” inicial. Além disso, quem segue regimes do gênero não aprendem práticas sustentáveis de manutenção das medidas. Por que dietas restritivas não funcionam
De acordo com a nutricionista Sophie Deram, doutora em endocrinologia pela USP, dietas que diminuem calorias ou eliminam alguns grupos alimentares não funcionam porque o cérebro percebe a perda de peso como um grande perigo e desenvolve mecanismos de adaptação para proteger o corpo, ligando todos os genes para mantê-lo vivo e funcionando, o que acaba aumentando o apetite e deixando o metabolismo lento. A especialista ainda afirma que o mais importante no processo de emagrecimento é escutar o corpo, respeitar seus ritmos e necessidades, além de priorizar o consumo de alimentos de verdade, ou seja, todos os que vêm da natureza, incluindo carne, ovos, grãos, castanhas, legumes e frutas. Segundo ela, aumentar o consumo desses alimentos in natura diminuirá a vontade de alimentos mais processados. Regimes restritivos, segundo Sophie, além de prejudicarem o bom funcionamento do organismo ainda disparam um ciclo vicioso do ganho de peso. Sentimentos de frustração, tristeza e privação tendem a acionar gatilhos como obsessão por comida, exageros nas refeições e culpa que, invariavelmente, vão resultar em quilos extras na balança, reiniciando todo o sofrimento típicos do conhecido efeito sanfona.

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