Bahia tem potencial para liderar setor de energia solar no Brasil

Potencial solar elevado, terreno disponível com preço competitivo e topografia favorável para implantação de novas usinas são só alguns dos diferenciais que colocam a Bahia na liderança da atração de projetos de geração de energia fotovoltaica no leilão que irá contratar novos empreendimentos para suprimento de energia em 2021. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelos leilões de energia, a Bahia figura com o maior número de projetos inscritos para geração de energia solar, em comparação com outros estados, após registrar 160 projetos candidatos durante o processo de cadastramento. Em todo país, as usinas fotovoltaicas inscreveram até o dia 13 de setembro mais de 550 projetos, superando 18 mil MW (megawatts) de capacidade instalada. Pelo menos 30% destas concessões devem se converter na instalação de novas usinas de energia solar fotovoltaica no interior baiano. Marcado para o dia 18 de dezembro, o Leilão A–4 é destinado às fontes renováveis com participação de projetos de energia eólica, solar fotovoltaica, termelétricas a biomassa (incluindo bagaço de cana, biomassa florestal, biogás e resíduos sólidos urbanos) e pequenas centrais hidrelétricas, como explica o Superintendente de Projetos de Geração da EPE, Thiago Barral. “Os montantes a serem efetivamente contratados dependerão da demanda projetada pelas concessionárias de distribuição de energia para os próximos anos, que levarão em conta as perspectivas de recuperação da economia, bem como outras ações recentemente tomadas pelo governo para ajuste da carteira de contratos, trazendo maior realismo em relação aos montantes com os quais efetivamente é possível contar”. A expectativa da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) é que a Bahia possa atrair de R$ 4,5 a R$ 5 bilhões em investimento no próximo leilão. “Todo extremo Oeste baiano e a região do São Francisco são áreas de capacidade elevada, com bastante espaço para desenvolver grandes projetos. O estado tem um potencial imenso mais que ainda não foi aproveitado”, afirma o presidente da entidade, Rodrigo Sauaia. No entanto, alguns gargalos ainda podem ofuscar o sol com a peneira e comprometer o desempenho da Bahia no leilão. Isto porque a falta de linhas de transmissão continua sendo um problema. O gargalo causado pela falência da Abengoa (empresa espanhola que foi contratada pelo Ministério de Minas e Energia para implantar a linha de transmissão ligando a hidrelétrica de Belo Monte à Bahia) ainda não foi resolvido. Entrave que tem, inclusive, impedido o estado de participar de leilões. “A nossa bancada de deputados federais e senadores precisa chegar mais perto do governo federal para que retome as áreas da Abengoa. A obra foi iniciada, a empresa faliu e isto está paralisado. É necessário retomar isso o mais rápido possível para que uma outra empresa ganhe e conclua essa obra. A linha é fundamental para viabilizar muitos projetos na energia eólica e solar na Bahia e tirar do papel muitos projetos”, cobra o governador do estado, Rui Costa. Os últimos leilões que contaram com a participação da Bahia foram em 2015, quando o estado atraiu, ao todo, a instalação de 21 usinas de energia eólica, 18 usinas solares fotovoltaicas, uma termelétrica a biomassa florestal e mais uma pequena usina termelétrica a gás natural. Ainda de acordo com a EPE, o leilão de relicitação das linhas de transmissão da Abengoa que tiveram as concessões cassadas pode acontecer ainda neste ano, no mês de dezembro, junto com o leilão de transmissão. O Ministério de Minas e Energia (MME) já assinou a caducidade dos ativos, cujas obras estão paralisadas desde novembro de 2015, quando a controladora da Abengoa pediu proteção contra credores na Espanha. (Correio)

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