Tratamento com anti-inflamatório reduz riscos de ataques cardíacos

O uso de anti-inflamatórios pode reduzir os riscos de ataques cardíacos e derrames, independentemente dos níveis de colesterol, aponta estudo apresentado durante o fim de semana no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia. Segundo os autores, a descoberta abre portas para novas terapias e promete a maior revolução no tratamento de doenças cardiovasculares desde o surgimento da estatina. "Nós descobrimos que em pacientes de alto risco uma droga que reduz a inflamação, mas não tem efeito sobre o colesterol, reduziu os riscos de grandes eventos cardiovasculares", celebrou Paul Ridker, diretor do Centro para Doenças Cardiovasculares do Hospital Brigham, em Boston, e autor principal da pesquisa. "Durante a minha vida, vi três grandes eras da cardiologia preventiva. Primeiro, nós reconhecemos a importância da dieta, dos exercícios e do abandono do cigarro. Depois, vimos o valor de drogas que reduzem os lipídios, como as estatinas. Agora, estamos abrindo as portas para a terceira era. Isso é muito empolgante. O estudo foi realizado com 10.061 pacientes que já tiveram um ataque cardíaco e apresentavam altos níveis da proteína C-reativa, um marcador para inflamação. Todos receberam o tratamento convencional, que inclui altas doses de estatina, droga usada para o controle do colesterol, e foram divididos em grupos que receberam 50, 150 ou 300 miligramas do anti-inflamatório canakinumab, ou placebos.

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