'Ser padrinho de casamento impede julgar caso?', diz Gilmar após liberar empresário

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes questionou o pedido de suspeição do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) contra ele no caso do empresário Jacob Barata Filho. O magistrado é padrinho de casamento da filha do empresário e determinou a saída dele da prisão. "Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isto é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder", declarou Gilmar nesta sexta (18). O ministro do STF concedeu habeas corpus ao empresário e ao ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira, que estavam presos desde o início de julho. O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu novos mandados de prisão contra ambos ainda ontem e os manteve presos. No entanto, nesta sexta (18), Gilmar mandou soltar novamente a dupla. Eles foram alvos da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato, que investiga o pagamento de propinas a autoridades do Estado em troca de obtenção de benefícios no sistema de transporte público no Rio de Janeiro.

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