Pesquisa descobre 'fonte de rejuvenescimento' em células-tronco cardíacas

Injetadas diretamente no coração de ratos idosos, as células-tronco cardíacas retiradas de corações jovens ajudaram a revertes os sinais de envelhecimento já demonstrados pelos animais. A descoberta é fruto de um estudo publicado no European Heart Journal. Segundo informações do UOL, com algumas injeções, os ratos em questão já apareceram revigorados. Além de melhorar a função cardíaca, as células-tronco aceleraram o crescimento dos pelos dos ratos e o alongamento dos telômeros cromossômicos, que geralmente encolhem com a idade. Eles também apresentaram aumento de resistência. "É extremamente emocionante", definiu Eduardo Marbán, principal pesquisador do estudo e diretor do Instituto do Coração Cedars-Sinai. Para ele, esses efeitos rejuvenescedores sistêmicos são "como uma fonte inesperada de juventude", acrescentou. Márban conta que o instituto tem pesquisado novas formas de terapia celular para o coração há 12 anos.

Com sua pesquisa anterior, ele descobriu que as células derivadas da região cardíaca "promovem a cura" do coração após uma condição chamada de "insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada", que afeta mais de 50% de todos os pacientes com insuficiência cardíaca. Como essa doença específica é semelhante ao envelhecimento, Marbán então decidiu experimentar em ratos de 22 meses de idade, já considerados idosos. Outros ratos dessa mesma idade receberam uma injeção de solução salina e os dois grupos foram comparados a ratos jovens, de quatro meses. De acordo com a publicação, os pesquisadores seguem a hipótese de que a injeção funcionou porque as células secretam exosomas, que são pequenas vesículas com "muitos ácidos nucleicos, coisas como ARN, que podem mudar os padrões de como o tecido responde às lesões e à forma como os genes são expressos no tecido". O estudo foi classificado como líder de pesquisas na área pelo Laboratório Central de Regeneração Cardiovascular do Centro Cardiovascular da Universidade de Michigan Frankel. No entanto, o diretor da instituição, Todd Herron, ressaltou que antes de aplicar a técnica em humanos é preciso aprofundar o estudo e realizar testes em outros animais. (BN)

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