Customização de roupas por moda mais consciente, uma alternativa para economizar

Com a constante renovação das coleções, estar na moda se torna um verdadeiro objetivo de vida para muitas pessoas. Prova disso é que, de acordo com levantamento do Sebrae, divulgado em 2014, 36% dos brasileiros compram novas peças ou acessórios a cada dois meses. Mas com a crise financeira que o país está vivendo, essa realidade está mudando e segundo dados do Google, o número de pesquisas por roupas usadas e consertos cresceu respectivamente 97% e 145%. De uns anos para cá, a transformação e a customização de peças vêm ganhando espaço no guarda-roupa dos brasileiros. Além de ser uma alternativa mais barata, elas permitem que uma roupa seja exclusiva e, assim, que a pessoa mantenha a própria identidade. “Se adaptar à constante mudança da moda é uma tarefa bastante difícil, além de não ser nada barata”, comenta Paulo Alexandre, CEO da Arranjos Express, empresa que oferece serviços de adaptação de roupas. De acordo com Milena Araújo, designer de moda e especialista em customização de roupas, as pessoas procuram muito ela em seu ateliê para transformar principalmente peças jeans e também t-shirts. Segundo ela, as peças podem ser alteradas com apliques de pedrarias, tecidos, rendas e outras opções. A profissional acredita que o mercado de customização está em expansão. “Tem gente que só trabalha com tênis, ou só com jeans, ou só com camiseta, só bolsa, as pessoas estão procurando profissionais cada vez mais especializados”, explica ela.Esse tipo de serviço pode ser considerado parte do slow fashion, conceito que busca combater o consumo desenfreado proposto pela indústria da moda – ele está alinhado à sustentabilidade e propõe o consumo apenas de marcas que incorporem o cuidado ao meio ambiente, a responsabilidade social e o estímulo à compra consciente. “Cada vez mais, as pessoas não querem consumir mais, mas sim, consumir melhor e dar vida nova ao que já têm”, finaliza Paulo. Milena também ressaltou a importância ecológica dessa alternativa: “A customização vai muito além de só reaproveitar uma peça. A gente está falando de um reaproveitamento, mas ele se relaciona também com a ecologia, essa atitude contribui para a diminuição dos resíduos e quanto mais você reutiliza uma peça, mais você tá contribuindo para o meio ambiente”, acrescentou Milena.

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