80% dos brasileiros querem mudar hábitos alimentares, diz pesquisa

"Nós somos o que comemos”. Diante dessa máxima, a Proteste, Associação de Consumidores, enviou questionários on-line à associados e não associados de todo o Brasil, com idade entre 18 e 74 anos, a fim de mapear os hábitos alimentares dos brasileiros. Foi calculado um índice de saúde baseado na frequência de consumo de alimentos, das rotinas alimentares e da prática de atividade física dos respondentes. Como resultado, 2.406 respostas foram válidas, e o estudo descobriu que apenas 4% dos participantes da pesquisa possuem hábitos considerados saudáveis. Já 73% se saíram mal no índice, especialmente quem tem menos de 30 anos e está em situação financeira difícil. A verdade é que 80% dos respondentes até acham que os hábitos alimentares atuais poderiam ser mais saudáveis, mas se deparam com algumas barreiras. A principal delas é a falta de dinheiro (57%), seguida pela falta de tempo (36%). Os entrevistados esbarram, ainda, em questões como não resistir a alimentos pouco saudáveis (37%) e acham difícil demais mudar os hábitos alimentares (28%).

A Proteste verificou também que 68% dos entrevistados mudaram seus hábitos alimentares nos últimos dois anos, sobretudo para prevenir doenças. Para evitar enfermidades, o ideal é adotar uma dieta baseada em alimentos saudáveis e nutritivos. Ela deve ser composta por grupos de alimentos na seguinte ordem de importância: in natura ou minimamente processados, alimentos processados, e ultra processados. De acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC), 21% dos respondentes que se achavam acima do peso tinham, na verdade, peso normal. O cálculo do IMC determina qual é o seu peso ideal e qual a meta individual para a perda de peso. O cálculo é simples: divida o seu peso, em quilos, pela altura, em metros, elevada ao quadrado. O IMC adequado fica entre 18,5 e 25. De 25 a 30, já é sobrepeso. Acima de 30, começa a obesidade. No último ano 43% dos participantes da pesquisa fizeram alguma dieta, mas apenas 15% procurou aconselhamento de um profissional da saúde, como nutricionista, o que é o correto.

A Proteste apurou também que 40% dos entrevistados não fazem exercícios físicos diários. Além de ajudar a perder peso, a atividade física tem muitos efeitos benéficos para a saúde. O ideal é praticar atividades físicas com regularidade. Mais um hábito nada saudável é que 49% dos entrevistados comem enquanto veem TV e 22% enquanto usam o celular, de cinco a sete dias na semana, atrapalhando a boa alimentação. Um dado animador, já que a comida feita em casa pode estar entre as mais saudáveis, é que 83% dos respondentes fazem refeições preparadas em casa, de cinco a sete vezes por semana, principalmente por dificuldades financeiras. A Associação recomenda que os alimentos in natura sejam incluídos em todas as refeições principais. Eles devem ocupar cerca da metade do prato, sendo o resto preenchido por peixe ou carne e por carboidratos (como arroz, massa ou batatas). Porém, 35% dos entrevistados relataram queda no consumo de peixe por questões financeiras. Por fim, a Associação descobriu que 64% comem fora ou pedem comida pelo menos uma vez por semana. Sobretudo homens até 63 anos, e com boa situação financeira. Para os que gostam de sair, a dica é escolher pratos que contenham legumes e frutas, pedir fruta para a sobremesa, e beber sucos naturais sem açúcar.

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