Prevenir o bullying é um ato de conhecimento

O bullying é um dos maiores problemas que afetam crianças e adolescentes. É nas escolas onde isso é mais frequente. Em Salvador, pelo menos 40% dos estudantes já sofreram agressão física ou verbal no ambiente escolar, de acordo com estudo realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Ministério da Educação (MEC) e Organização dos Estados Interamericanos (OEI), em 2015. Ontem, no Dia do Amigo, psicólogos e educadores se debruçam sobre esse problema. Uma espécie de ação discriminatória, vexatória, que constrange e ameaça aqueles que são considerados mais fracos, o bullying é normalmente feito em grupos. “Para que as ações de combate sejam mais eficazes, é preciso trazer a discussão e reflexão para a comunidade acadêmica, sociedade e desenvolver ações pedagógicas que visam a conscientização, inclusão e respeito às diferenças”, pontuou a psicóloga Camila Miranda. O ato de apelidar o colega por suas particularidades pode até soar como uma “brincadeira sem graça”, mas se trata de bullying. “Isso ocorre porque muitas vezes uma agressividade vem disfarçada de brincadeira, seja no ambiente escolar ou em outras instâncias da sociedade”, esclareceu à especialista, destacando a participação da família como fundamental nesse processo educacional. “A prevenção é a palavra-chave e deve ser feita em parceria com as famílias, escolas e outros profissionais de saúde, através da orientação, imposição de limites por meio do diálogo e do exemplo”, revelou.


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