Itália recebeu mais de 12 mil refugiados em um fim de semana

Apenas no último fim de semana, 12,6 mil pessoas resgatadas no mar Mediterrâneo Central desembarcaram em portos da Itália, em mais um indício do agravamento da crise migratória na região. O número foi divulgado neste sábado (1º) pelo chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), o italiano Filippo Grandi, que reconheceu que seu país vem sendo palco de uma "tragédia". "Estamos apenas no início do verão [europeu], e, sem uma ação coletiva rápida, podemos apenas esperar outras tragédias", declarou, por meio de um comunicado. ntre 1º de janeiro e 30 de junho de 2017, 83.360 deslocados externos desembarcaram nos portos italianos, um crescimento de 18,71% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Ministério do Interior. O aumento no número de chegadas acontece apesar do recente acordo das autoridades de Roma com a Líbia para equipar e capacitar a Guarda Costeira do país africano para realizar resgates no Mediterrâneo.Por conta desse crescimento, a Itália cobrou mais ajuda dos membros da União Europeia e estuda até fechar seus portos para navios estrangeiros.

"Salvar vidas humanas permanece uma prioridade absoluta. As operações de busca e socorro são fundamentais. A Itália está fazendo sua parte ao receber pessoas resgatadas e fornecer refúgio àquelas que precisam de proteção, mas esse não pode ser um problema exclusivamente italiano", acrescentou Grandi. Neste sábado, um navio de bandeira sueca atracou no porto de Catânia, na Sicília, com 650 deslocados externos e nove corpos, sendo sete mulheres e dois homens. "A Europa não pode fazer de conta que não vê a enorme emergência migratória. Nos próximos anos, teremos um orçamento para discutir, e eu digo que quem não respeita as regras sobre migrantes não pode receber o dinheiro que damos todos os anos, 20 bilhões de euros, para o orçamento", disse o ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, líder do centro-esquerdista Partido Democrático, a maior legenda do país. Ele fazia referência à recusa de muitas nações em executar o programa europeu de realocação de solicitantes de refúgio acolhidos por Itália e Grécia, as duas principais portas de entrada da UE pelo Mediterrâneo. (ANSA)

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