Celulares e tablets são usados para fazer cursos de qualificação

O modelo de aprendizado com jogo atraiu o estudante universitário Filipe Louzado. Ele usa há cerca de um mês o App Duolingo para aprender inglês. "É bacana porque é divertido. É simples, não toma muito meu tempo, e já melhorei minha leitura e entendimento", conta. Para Filipe, o desafio é manter a constância: "Vai de cada um se dedicar e encaixar o jogo na rotina, mas, para quem não tem tempo para um curso normal, facilita bastante. Quinze minutinhos numa fila de banco são suficientes", conta.

Plataformas ajudam na escolha da carreira e na busca por vaga: Outras iniciativas têm buscado melhorar a vida profissional do público por meio de aplicativos móveis. Uma delas é a startup baiana UP – Universo de Possibilidades. O objetivo do App é auxiliar jovens na escolha de sua profissão. “Muitas vezes entramos na faculdade nos baseando em informações pouco práticas. Trabalhar isso é essencial para o sucesso profissional”, conta Monique Lemos, sócia da startup. O App, que foi lançado há menos de um mês em versão de testes, oferta cerca de 300 vídeos de profissionais de diversas áreas. Os trabalhadores falam sobre seu processo de escolha e formação profissional. “Procuramos mostrar também áreas menos tradicionais, e não encarar a carreira como uma linha reta, exata. Temos vários exemplos de pessoas que mudaram de área”, conta.

Pesquisar oportunidade: O Ministério do Trabalho também está apostando nas plataformas móveis. Por intermédio do Sine Fácil, o trabalhador pesquisa vagas, agenda entrevistas de emprego e consulta benefícios. Empregadores podem utilizar o serviço para selecionar candidatos. Lançado em 23 de maio, o App já conta com mais de 2,3 mil usuários. Buscar qualificação é importante para o sucesso profissional, mas nem todos têm tempo ou dinheiro para investir em cursos convencionais. Visando a um público atarefado, com cada vez menos tempo para se qualificar, empresas de educação a distância inovam com conteúdo criado para smartphones e tablets. Esse é o princípio do mobile learning: utilizar dispositivos móveis para facilitar o acesso à qualificação, oferecendo conteúdos online com horários flexíveis, novas metodologias de ensino e preços relativamente baixos quando comparados aos de cursos presenciais.

Dados da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed) de maio deste ano apontam que, entre 400 mil estudantes, 22% acessam videoaulas, principalmente através do celular ou tablet, enquanto 75% utilizam computadores. Os outros 3% são de smart TVs e consoles de videogame. Os dispositivos móveis representavam apenas 6% em 2013. "O estudante de hoje exige uma maneira diferente de estudar, e os cursos por celular têm tarefas curtas e rápidas que conseguem chegar a ele", pondera o coordenador do Fórum Nacional da Educação Profissional e Tecnológica a Distância da Abed, professor George Bento. Pensando nisso, a plataforma de cursos online EduK reformulou seu aplicativo para smartphones para oferecer todo o conteúdo do site. "O usuário pode assistir às aulas de onde quiser e aproveitar seu tempo livre", afirma Weuler Gomes, coordenador de marketing de performance da EduK. A empresa oferece cerca de mil cursos em áreas como gastronomia, artesanato e negócios. Mas os dispositivos móveis têm a própria lógica de uso, e os conteúdos devem ser adaptados ao novo formato. A startup mineira mLearn utiliza a gamificação em seu aplicativo, o Qualifica Cursos. A ideia é transformar o aprendizado em um jogo. "Tudo que os assinantes fazem é pontuado, e eles podem comparar seu progresso com o de outros participantes e se manter motivados", conta Ricardo Drummond, CEO da mLearn. O App oferta cerca de 50 cursos em áreas como atendimento, marketing, finanças e idiomas.

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