Capital: Feira de fogos tem produtos que chegam a custar R$12 mil

Nas festas juninas, além das comidas tipicas e do arrasta-pé, o que não pode faltar para alguns, principalmente no dia da fogueira - acesa tradicionalmente no dia 24 de junho -, são os fogos de artifício. E tem de todos os tipos, desde os mais simples ao mais sofisticados, que iluminam o céu durante os festejos. A tradicional Feira de Fogos de Salvador já está aberta desde quarta-feira (14) para receber uma turma que adora investir na brincadeira. Dessa vez, o local escolhido pelos vendedores é a Alameda da Praia, em Stella Maris. As 14 barracas abastecidas de fogos de artifício já estão montadas desde segunda-feira (12), mas os compradores só começaram a aparecer na manhã desta sexta-feira (16). A explicação para a falta de compradores, segundo os comerciantes, é a mudança do endereço. A feira acontecia na Av. Luis Viana Filho (Paralela). Este ano, o número de barracas diminuiu, são duas a menos em relação ao ano passado. Mas não há motivo para preocupação. De acordo com Josué Almeida Santos, um dos fundadores da Associação Comercial de Fogos da Bahia (ACB), a próxima semana deve ser de intensa procura. "Quem tem a tradição de queimar fogos, dificilmente deixa passar a comemoração em branco. As pessoas sempre acabam deixando pra última hora", explica. O aposentado Carlos Reis, 66 anos, esteve por lá na manhã desta sexta, acompanhado do neto Humberto Reis, 7 anos. Levou para casa R$ 300 em fogos de artifício. Sobre o valor investido nos explosivos, ele ressalta: "Não é queimar dinheiro. É ter o prazer em ver os netos se divertindo. Quando eu era pequeno, meu avó fazia isso por mim, agora quero retribuir", explica ele. A preocupação do aposentado não é só em ver a alegria do pequeno. É também com as recomendações de uso dos produtos. Por isso, o pequeno Humberto vai ter que se contentar com os "estalos de salão", fogos de artifícios mais simples que não precisam de combustão. Inclusive, a caixa com 20 unidades dos estalos, é o produto mais vendido na feira, e o preço varia entre R$1 e R$2. "Queria aquele que explode forte", lamenta o pequeno. Para os adultos, as opções são os "foguetes de tiros", geralmente utilizadas em dias de jogos de futebol, e as girândolas, que são foguetes pirotécnicos que possuem um suporte próprio para evitar contato com o usuário. O primeiro pode ser encontrado por R$35 e o segundo pode chegar a custar até R$12.500, dependendo do número de tiros e dos desenhos que podem ser formados no ar depois do disparo. Além dos tradicionais, os vendedores prometem novidades para este ano. O que mais tem saído por lá é uma espécie de sinalizador em formato de caveira que, depois de queimado, pode ser transformado em um chaveiro. A unidade do produto, ou melhor da "Skull Cracker", custa R$5. A enfermeira Flávia Carolina, 38, também não economizou e levou R$150 em bombinhas, fazendo a alegria do filho Caio, de sete anos. “Para mim, é literalmente queimar dinheiro, mas como foi a avó que deu, a gente caiu no embalo”, brinca ela. A família saiu de lá com traques de massa, vulcão, cobrinha, caveirinhas e outros. Os fogos comprados nessa sexta serão usados amanhã na festinha do condomínio em que ela mora, em Cosme de Farias.“A gente entra no clima mesmo, vai ter música ao vivo e até uma fogueira enorme”, conta. Pensa que acabou? “Mas esses fogos que a gente comprou hoje são só a primeira parte. No São João mesmo a gente vai voltar lá”, garante. A feira que acontece há 35 anos, funciona até o dia 2 de julho das 8h às 22h. Nos dias que antecedem o São João, esse horário pode se estender, podendo ir até às 2h da manhã.

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