Café reduz risco de morte por câncer de boca e faringe

Um novo estudo da Sociedade Americana do Câncer descobriu uma forte associação entre o consumo de café e a redução da mortalidade por câncer de boca e faringe. A pesquisa, realizada com quase um milhão de americanos, foi publicada online no American Journal of Epidemiology no dia 9 de dezembro. Análises anteriores já haviam sugerido a ligação entre a bebida e a doença. Para investigar melhor o assunto, os pesquisadores compararam os efeitos da ingestão de café tradicional, café sem cafeína e chá na diminuição do número de óbitos por câncer de faringe e de boca em 968.432 pessoas. Todas faziam parte do Cancer Prevention Study II, estudo que teve início em 1982. Ao longo de 26 anos, 868 mortes desse grupo estiveram relacionadas ao câncer de boca ou faringe. Após avaliar os participantes, descobriu-se que beber mais de quatro xícaras do tradicional café por dia reduzia em 49% o risco de morte por câncer de boca ou faringe. Entretanto, mesmo uma xícara diária já mostrou efeitos benéficos contra a doença. A relação foi efetiva independentemente do sexo, do hábito de fumar ou do consumo de álcool. Uma ligação semelhante foi observada com a ingestão de café descafeinado, mas ela não foi tão significativa. Não houve qualquer associação com o consumo de chá. Os autores acreditam que os resultados estejam relacionados aos antioxidantes polifenois e outros compostos da bebida. Ainda assim, mais estudos são necessários para esclarecer a ligação.

Conheça outros benefícios do café: 
Perda de gordura: Bebida termogênica, o café tem a capacidade de aumentar o metabolismo basal, fazendo com que o corpo gaste mais energia. Além disso, a cafeína diminui a fadiga, o que pode ajudar a melhorar o rendimento do atleta. 

Prevenção do Alzheimer: Não se sabe bem ao certo o mecanismo, mas diversos estudos comprovam que a cafeína protege o organismo do Alzheimer e de outras demências. Alguns acreditam que isso seja decorrente da ação antioxidante e anti-inflamatória da bebida. Outros apontam a cafeína como estimulante da produção e renovação do líquido responsável pela irrigação do cérebro. 

Prevenção do Parkinson: O café também pode ser um aliado de quem deseja se prevenir da doença de Parkinson graças a substâncias neuroprotetoras nele presentes. Acredita-se que elas retardam a degeneração cerebral que favorece o mal.

Menor incidência de diabetes: A cafeína pode ainda reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Acredita-se que isso seja decorrente do aumento dos níveis circulantes de uma proteína chamada SHBG. Além disso, logo após a refeição, o café diminui a absorção de glicose pelo corpo.




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