Cada vez mais brasileiros largam tudo para começar do zero no exterior

O número de brasileiros que larga o emprego, vende tudo e deixa o país para viver no exterior cresce cada vez mais. De acordo com dados da Receita Federal, mais de 18,5 mil brasileiros deixaram o país definitivamente no ano passado, mais do que o dobro de 2011, quando quase 8 mil pessoas emigraram.Os principais destinos são os Estados Unidos e países da Europa. Os emigrantes saem em busca de qualidade de vida e melhores oportunidades, segundo publicação da Exame. De acordo com MaCson Queiroz JP, diretor da M.Quality, empresa brasileira especializada em intercâmbio, imigração e negócios na Austrália, o perfil do brasileiro que se muda para o país é de “profissional com nível universitário, pertencente às classes A/B, na faixa etária de 30 a 48 anos, casado, um filho e com nível de inglês avançado”. “Eles não suportam o nível de insegurança vivido hoje no país e não querem que os filhos cresçam em um ambiente de violência como está agora. Estão, de maneira geral, desiludidos com o Brasil do futuro. Esses profissionais aceitam até mesmo reiniciar as suas carreiras em troca de uma qualidade de vida superior”, explicou o especialista. Na Austrália, profissionais de engenharia, computação, contabilidade, saúde e educação, com experiência superior a três anos e inglês fluente têm grandes chances de conseguirem uma colocação no mercado de trabalho. A fluência no idioma e uma formação acadêmica são indispensáveis. Contudo, oportunidades na área de atuação podem não vir logo no primeiro momento e, muitas vezes, pode ser necessário realizar funções "mais humildes", o que gera uma certa frustração em alguns. Marcelo Gidaro, de 28 anos, trabalhava como gerente de projetos no Brasil, mudou-se para a Escócia este ano com a esposa e agora trabalha em um café. O casal garante que não se arrepende da decisão, pois a qualidade de vida compensa. “O fato de trabalhar em fast food, café, pubs, restaurantes e até mesmo com limpeza, não te diminuirá de forma alguma como profissional. Não é demérito trabalhar em ‘subemprego’ quando for morar no exterior, só não posso dizer que é fácil, pois as empresas sempre solicitam referências profissionais (dentro do país), dando mais relevância aos candidatos que as possuem”, garante Marcelo.

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