Leite com chocolate melhora o desempenho na atividade física

Beber leite com chocolate depois de um treino de resistência ajuda a construir músculos, reduzir a gordura e melhorar o desempenho, de acordo com uma nova pesquisa realizada na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, financiada pelo Conselho Nacional de Laticínios e pela National Fluid Milk Processor Promotion Board.
Para o estudo, foram selecionados 10 ciclistas bem treinados, que fizeram três séries de mais de duas horas, até o ponto de fadiga. Eles, então, tomaram uma bebida de carboidratos sem proteína, uma bebida sem calorias e o leite de baixa gordura com chocolate, ao final de cada série. Após tomarem a bebida, faziam uma corrida de 40km contra o relógio.

Os pesquisadores perceberam que, quando eles tomavam o leite com chocolate, tinham resultados muito mais significativos na corrida contra o relógio. A diferença de tempo para completar a prova foi de, aproximadamente, seis minutos a menos com o leite, em comparação a outras bebidas. 
Os estudiosos acreditam que o leite de baixa gordura misturado ao chocolate tenha a combinação certa de carboidratos e proteínas. Ele é eficaz para repor o estoque de açúcares do músculo e possuir proteínas que interrompem o processo de degradação muscular, auxiliando na plena recuperação do atleta. 
O leite com chocolate, usado no estudo, tinha cerca de 11,5 gramas de carboidratos por 100 mililitros, 3,5 gramas de proteína e dois gramas de gordura. Já a bebida de carboidratos tinha 15 gramas de carboidratos, dois gramas de gordura e nenhuma proteína. Saiba mais...
Ganhe músculos com a ajuda da dieta
A conta é simples: menos gordura corporal e mais músculos é igual ao corpo dos seus sonhos! Mas, se a operação é das mais fáceis na teoria, a prática deixa muita gente de cabelo em pé. Isso porque, nem sempre, basta um treino de musculação parrudo para conseguir um corpo mais torneado. Um plano alimentar é parte essencial dessa transformação. 
As proteínas estão por trás da mudança. Elas são as unidades estruturais dos músculos. Por isso, devem estar presentes na alimentação, auxiliando na formação da chamada massa magra. "Entretanto, as células musculares são compostas tanto de proteínas como de carboidratos estocados (para fornecer energia durante o treino) e de água, ou seja, é necessário montar uma dieta que inclua os três itens", afirma a nutricionista Gisele Pavin, da Fórmula Academia. 
A quantidade de ingestão depende das características individuais de cada um. Sexo, idade, estado de saúde, além da intensidade, duração e freqüência da atividade física praticada interferem na medida. Recomenda-se, para indivíduos sedentários, a ingestão de 0,8g de proteína por quilo ao dia. Já pessoas ativas podem aumentar a dose: de 1,2 a 1,4g de proteína por quilo estão permitidos diariamente. 

Confira abaixo sugestões de consumo e, claro, não se esqueça de tomar muita água. 

Carne vermelha: é número um em quantidade de creatina, essencial para a construção muscular. Também contém ferro, zinco, niacina (vitamina B3) e vitamina B12 - nutrientes cruciais para quem quer resultados. 

Ovo (com gema): é o alimento com o mais alto valor biológico - uma espécie de medida da quantidade de proteína que um alimento é capaz de fornecer ao corpo. É verdade que a proteína da carne é mais eficiente para a construção muscular, mas a gema, além da proteína, contém a vitamina B12, necessária para diminuir os níveis de gordura e ajudar na contração muscular. Ela também é a melhor fonte de colina, substância que ajuda a dissolver a gordura nas artérias.

Salmão: é altamente protéico, com grandes quantidades de ômega-3, uma gordura que ajuda na recuperação da massa muscular. 

Azeite de oliva: a gordura monoinsaturada ômega-9 tem ação anticatabólica, ou seja, age contra inflamações que provocam o desgaste e a fraqueza muscular.

Amêndoas: são uma das maiores fontes da vitamina E alfatocoferol, a forma mais bem absorvida pelo corpo e um potente antioxidante, que pode ajudar a prevenir os danos provocados pelos radicais livres após o treino. Quanto menos agressões praticadas pelos radicais livres, mais rapidamente seus músculos vão se recuperar.

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