Por que gostamos tanto de chocolate? A ciência explica

O sucesso do chocolate vai muito além do sabor. Uma série de fatores como a presença de substâncias químicas psicoativas e estimulantes e a textura característica contribuem para sua irresistibilidade. Mas a proporção entre gordura e açúcar, principalmente das versões ao leite, talvez seja a maior responsável pelo nosso amor ao chocolate.

Resgate à infância: A versão ao leite do chocolate normalmente tem de 20% a 25% de gordura e 40% a 50% de açúcar. De acordo com informações da BBC Brasil, níveis tão altos dessas substâncias são pouco encontrados na natureza, mas o leite materno é um desses casos raros. Rico em nutrientes essenciais para os primeiros anos de vida, ele é composto por aproximadamente 4% de gorduras e 8% de açúcares. Essa proporção, também observada em biscoitos, sorvetes e outros alimentos deliciosos, pode ser uma das principais explicações para amarmos tanto o chocolate: a proporção de gordura e açúcar no alimento nos remete ao primeiro alimento que experimentamos em vida, o leite materno.

Origem amarga: No entanto, não foi sempre assim. Os Maias e os Astecas criaram uma bebida feita com o grão do cacau, chamada xocolatl, que significa, “água amarga”. Isso porque os grãos de cacau são naturalmente amargos. Com o tempo, foi-se aumentando a quantidade de açúcar e gordura, com o objetivo de torná-la mais saborosa ao nosso paladar.

Textura e substâncias químicas: O chocolate é feito a partir da fermentação dos grãos e da polpa do cacau. Após a fermentação, esses elementos são secos e torrados, liberando um conjunto de compostos químicos, que juntos criam o aroma característico que tanto gostamos. Além disso, substâncias químicas psicoativas presentes em sua composição como a anandamida – neurotransmissor que estimula o cérebro assim como a cannabis – , a tiramina e a feniletilamina, – que possuem efeitos semelhantes ao das anfetaminas, os e os estimulantes teobromina e cafeína contribuem para o nosso amor pelo chocolate. Já a textura cremosa ativa em nossas línguas receptores que detectam a mudança de textura e estimulam um sentimento de prazer.

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